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Cultura

Hamburgo expõe fotos feitas por Che Guevara

35 anos após seu assassinato, a Alemanha descobre as qualidades de fotógrafo do argentino que revolucionou Cuba. Exposição de fotos pode ser vista em Hamburgo.

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Auto-retrato de Che (Argentina, 1951)

O Museu de Arte e Indústria de Hamburgo será a única estação na Alemanha da exposição "Fotógrafo Che Guevara", que prossegue até 30 de março. Depois disto, as 200 fotografias, originalmente arquivadas no Centro de Estudos Che Guevara em Havana, serão expostas em Roma, na Itália, e em Graz, na Áustria.

Este lado pouco conhecido do revolucionário cubano, natural de Rosário, na Argentina, foi desvendado pelo espanhol Josep Vincent Monzó. Ele descobriu o acervo em 1995 e obteve a autorização da viúva de Guevara, Aleida March, para expô-lo pela primeira vez na Europa em Valência, na Espanha, em 2001.

Depois de uma rápida exposição em Havana, em julho do mesmo ano, prosseguiram viagem para Montevidéu, Cidade do México, Montpellier e Granada. A exposição em Hamburgo foi inaugurada pelo filho do comandante, Camilo Guevara March. Ele relatou que o estímulo para o trabalho fotográfico do pai foi a sua "sensibilidade estética e artística, assim como a necessidade de aproximar-se do ser humano".

Fotógrafo fotogênico

Ernesto Che Guevara

Ernesto Che Guevara

Ernesto "Che" Guevara é um dos grandes mitos do século 20. Suas idéias correram o mundo da mesma forma como sua imagem. Um de seus retratos mais célebres acabou convertido em ícone mundial, não só para revolucionários, mas também para quem aspira sê-lo.

A paixão de Ernesto Guevara pela fotografia foi herdada do pai. Seja onde estivesse, a câmara sempre o acompanhou: quando trabalhou como fotógrafo da agência mexicana de notícias Latina, como ministro ou presidente do Banco Central cubano, no registro de evoluções tecnológicas chinesas, na documentação de problemas sociais ou simples fotos de recordação dos campos de batalha.

Sem dúvida, pouco ou quase nada se sabe sobre suas habilidades com a câmara. "Antes de ser comandante, fui fotógrafo", foi sua explicação a um profissional da fotografia impressionado com sua habilidade. Em Hamburgo, estão expostas as obras de um homem que foi, além de médico, revolucionário e político, um leigo que se tornou perito na arte de fotografar.

Impressões de um ministro

Selbstportrait von Che Guevara von 1965

Outro auto-retrato (Tansania, 1965)

Che Guevara documentou não só a construção de fábricas, enquanto ministro cubano da Indústria, mas também cenas urbanas do México, bosques em Havana, obras arquitetônicas egípcias e romanas, assim como uma série de estudos sociais sobre a população indígena latino-americana.

Pode-se ver, também, suas primeiras fotografias, feitas durante sua viagem pela América latina, de 1953 a 1955, concluída no México. Em várias reportagens, Che documentou a escalada que fez do Popocatépetl e fotografou os Jogos Panamericanos de 1955.

Sua preocupação com o aspecto humano fica evidente numa série de fotos coloridas, feitas em 1959 em diversos países asiáticos, na qualidade de embaixador da revolução cubana. Completam a exposição várias fotos de família e uma série de auto-retratos.

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