1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Jogos Olímpicos

Halterofilismo, o esporte do doping?

Nenhuma outra modalidade esportiva apresenta tantos casos de doping nas Olimpíadas de Atenas quanto o halterofilismo. Dez atletas já foram pegos em exames antidoping. Será que só as drogas podem dar chances de vitória?

default

Estádio de Atenas onde são disputadas as provas

A imagem do halterofilismo é a pior possível nas Olimpíadas de Atenas. Nada menos do que dez levantadores de peso já foram pegos em exames antidoping, com doses elevadas de esteróides anabolizantes no organismo, entre outras substâncias proibidas. O que mais surpreende é que os atletas sabem que em caso positivo de doping eles estão arriscando a carreira. Mesmo assim, isto parece não intimidá-los.

Primeiro foi o escândalo envolvendo as estrelas do esporte grego, os velocistas Kostas Kenteris e Ekaterini Thanou, que simplesmente não compareceram a um exame antidoping e depois tentaram driblar a Comissão Disciplinar do Comitê Olímpico Internacional (COI). Os dois acabaram desistindo das Olimpíadas para não ter que enfrentar o vexame ainda maior de serem expulsos dos Jogos.

Depois, foi a vez do mundo voltar os olhos para o halterofilismo, quando a lista de atletas confirmados em casos de doping ultrapassou em muito o que poderia ser considerado aceitável. Na segunda-feira (16/08), a quarta colocada nas Olimpíadas de Sydney na categoria mosca, Khine Nan, de Mianmá, foi proibida de competir. De lá até sexta-feira (20/08), foram confirmados nove novos casos nesta modalidade esportiva. E a lista pode ficar ainda maior.

Prova definitiva

"Nós seguimos com rigor as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional e da Agência Mundial Antidoping (WADA)", frisou Tamas Ajan, presidente da Federação Internacional de Halterofilismo (IWF), lembrando que a entidade condena o uso de substâncias proibidas na prática deste esporte "que tem uma tradição a zelar".

Nem todos os atletas pegos em Atenas são principiantes tentando se sobressair a qualquer custo. O mais recente caso é prova disso. Trata-se do halterofilista grego Leônidas Sampanis, que ganhou bronze na categoria pena. O exame constatou a presença de testosterona acima da média no sangue.

Sampanis alegou que sempre teve um índice elevado de testosterona, afirmando que nunca usou drogas para melhorar o desempenho. Apesar das justificativas, o que vale mesmo é o exame, prova definitiva e incontestável. Se o segundo teste também for positivo, o grego terá que devolver a medalha.

Expulsão garantida

Outro nome famoso com doping comprovado nestas Olimpíadas é o do turco Sahbaz Sule, campeão europeu em 2002. O curioso é que no Campeonato Mundial de Halterofilismo de 2003, Sule ficou com a medalha de bronze na categoria leve depois que o então terceiro colocado, Gevorg Davtyan, da Armênia, foi desclassificado... por doping!

A vice-campeã mundial na categoria superpesado, a russa Albina Chomitsch, Nital Scharipov, da Kirgízia, Wafa Ammouri, do Marrocos, Victor Chislean, da Moldávia, Zoltan Kecskes, da Hungria, e as indianas Tratima Kumari Na e Sanamachu Chanu completam a lista de halterofilistas que não passaram no teste antidoping em Atenas. Todos estão ameaçados de ficar dois anos proibidos de participar de competições, além de serem automaticamente excluídos desta e das próximas Olimpíadas, de Pequim em 2008.

Mudança de mentalidade

A Federação Internacional de Halterofilismo realiza controles periódicos em seus atletas. Entre 1º de janeiro e 30 de julho de 2004 foram realizados mais de mil exames antidoping em todo o mundo. Seis dias antes dos Jogos Olímpicos, todos os halterofilistas foram submetidos a novos testes.

"O Comitê Olímpico Internacional elogia o trabalho e a determinação da Federação Internacional de Halterofilismo na luta contra o doping através da realização de exames sistemáticos em seus atletas", salientou Jacques Rogge, presidente do COI. Apesar de todas essas medidas, que deveriam coibir o uso de substâncias proibidas, alguns atletas ainda acreditam que podem passar imunes nos testes. Nesses casos, seria preciso mudar a mentalidade destes esportistas. E isto é o mais difícil.

Leia mais

Links externos