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Mundo

Haiti adia novamente pleito presidencial

Após violentos confrontos de rua, país caribenho desiste de realizar segundo turno das eleições presidenciais, previsto para este domingo. Até agora, as autoridades haitianas não agendaram nova data.

O presidente do Conselho Eleitoral do Haiti, Pierre Louis Opont, declarou nesta sexta-feira que o segundo turno das eleições presidenciais, previsto para ser realizado neste domingo (24/01), foi adiado por razões de segurança.

A decisão aconteceu num momento em que a capital haitiana, Porto Príncipe, é palco de violentos confrontos entre a polícia e grupos que se opõem à realização das eleições, por acusações de fraude que teria beneficiado o candidato governista Jovenel Moïse no primeiro turno eleitoral realizado em 25 de outubro do ano passado.

No primeiro turno, Moïse obteve 32,76% dos votos, contra 25,29% registrados por Célestin, líder do grupo de opositores haitianos denominado G8 e que anunciou sua recusa em participar do segundo turno do escrutínio.

Semana violenta

Na quarta-feira, opositores haitianos concentraram-se em frente à embaixada dos EUA, em Porto Príncipe, para protestar contra o apoio americano ao governo do Haiti no âmbito do segundo turno das eleições presidenciais. Eles acusaram os EUA de querer roubar riquezas do território, como o ouro.

Na sexta-feira, milhares de oposicionistas foram às ruas exigir a renúncia do presidente Michel Martelly, com manifestações que escalaram para agressão. Grupos violentos bloquearam as ruas do centro da capital haitiana, após incendiarem instalações do Conselho Eleitoral Provisório em Leogane (sul do país).

Problemas do Haiti

O presidente Michel Martelly acusa a oposição de ter cometido truques eleitorais sujos. "Eles querem tomar o poder de sua forma, porque não o conseguem através do voto", declarou o chefe de Estado na quinta-feira.

As eleições já haviam sido adiadas no mês passado. Após cinco anos de governo, o mandato de Martelly termina no próximo mês. Mas uma disputa de longa data entre o governo e a oposição paralisou o país caribenho, considerado o mais pobre da América Latina, com mais de 58% da sua população vivendo abaixo da linha da pobreza.

No entanto, a crise política não é o principal problema do Haiti. O país continua fortemente dependente de ajuda internacional, desde que um terremoto matou mais de 200 mil pessoas em janeiro de 2010.

CA/lusa/rtr/afp/dpa/dw

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