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Mundo

Há um ano no poder, presidente iraniano divide opiniões

Hassan Rohani sucedeu Mahmud Ahmadinejad prometendo vida melhor e moderação. Questionados pela DW em enquete online, porém, iranianos criticam que muita coisa continua como antes. Mas há elogios à política externa.

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Cartaz de campanha de Rohani trazia uma chave, simbolizando a solução dos problemas iranianos

A vitória foi uma surpresa. O juramento de posse foi, então, apenas uma formalidade: em 3 de agosto de 2013, o clérigo moderado Hassan Rohani, aos 64 anos, tornava-se o novo presidente do Irã. Em cartazes e panfletos com seu slogan de campanha "moderação" e uma chave simbolizando a solução dos problemas do país, o político reformista prometeu aos iranianos uma vida melhor. Mas será que isso ocorreu?

A redação de língua persa da Deutsche Welle perguntou a seus quase 500 mil seguidores no Facebook como eles avaliam o mandato de Rohani. A repercussão foi enorme.

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Página da redação persa da DW no Facebook: quase 500 mil seguidores

"Na política externa, Rohani recebe a nota máxima", elogia Alireza, um jovem estudante de Teerã. Na política interna, no entanto, a coisa não vai tão bem, segundo ele. "Nessa questão, um encanamento de esgoto seria um símbolo mais adequado do que uma chave", compara Alireza, argumentando que o presidente tomou muitas decisões erradas.

Já a estudante Stetare acredita que o problema está no sistema político do país. Ela escreve: "Nós esperamos demais de Rohani. O presidente não tem poder ou autoridade para satisfazer as nossas expectativas." Ela lembra que o poder final de decisão no Irã cabe ao líder religioso supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

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Por isso, o universitário Majid, que estuda em Teerã, suspeita que Rohani deve ter obtido o sinal verde de Khamenei e da Guarda Revolucionária para sua política externa. Em outras áreas, no entanto, o presidente é impotente, na opinião dele. "De resto, ele não pode fazer nada. As prisões estão cheias de dissidentes, jornalistas são colocados sob pressão e os meios de comunicação, censurados", reclama o estudante.

"Nada mudou no Irã", critica a jovem Ayli, moradora de Teerã. "Tudo continua como antes: inflação, censura na internet, a interferência de transmissões por satélite e a polícia de costumes nas ruas", acusa.

Há também elogios

Ali, morador de Abadan, uma cidade no sul do Irã, no entanto, diz que Rohani já realizou milagres. "Ninguém esperava que a situação fosse se normalizar tão rápido depois de todos os erros de Ahmadinejad. A inflação está caindo, e o mercado se estabilizou em parte. Rohani alcançou muita coisa, embora os ultraconservadores resistam com todas as suas forças", avalia.

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Bisimich, internauta que se apresenta como funcionário da companhia nacional de petróleo, concorda. Ele diz estar satisfeito. "As centrífugas continuam a girar, a vida no Irã está correndo – e melhor do que nunca!". A opinião dele, porém, não é compartilhada por grande parte dos leitores da DW.

Muitas críticas

De Sanandaj, cidade com população predominantemente sunita no oeste do Irã, país de maioria xiita, o internauta Ayub, escreve decepcionado. "Durante a campanha eleitoral, Rohani havia prometido melhorar a situação das minorias Agora, tudo se tornou pior ainda. Eu o apoiei na época e me envergonho agora diante dos meus amigos."

"Ainda estamos sofrendo com a falta de medicamentos e o desemprego. Não temos privacidade e nossos direitos humanos são violados" critica Pedram, morador de Bojnord, uma cidade no leste do Irã, frequentemente castigada pela seca e onde muitas pessoas vivem na pobreza.

Majid, que vive em Yazd, cidade à beira do deserto no centro do Irã, também está descontente com a situação econômica. "O preço do frango triplicou. Se eu tivesse dinheiro suficiente, tentaria escapar deste inferno", afirma.

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Ele só fala melhor do que o seu antecessor, Ahmadinejad, comenta Vahid, de Teerã. Já para a jovem Negin, isso nem é tão importante. "O simples fato de não termos que sentir vergonha dele já basta. Eu gosto bastante de sua personalidade", escreve.

Sudy, uma senhora iraniana usuária do Facebook, diz que tem compreensão pela implementação lenta das promessas de campanha. "Somos gratos a ele pela melhoria no relacionamento com a comunidade mundial. Ele não pode mudar tudo da noite para o dia. Mas esperamos que ele cumpra suas promessas em breve."

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