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Cultura

Há 60 anos morria Stefan Zweig no "país do futuro"

Escritor austríaco refugiou-se no Brasil durante a expansão nazista, mas não conseguiu desvencilhar-se da Velha Europa.

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Stefan Zweig: "Brasil é o país do futuro".

Humanista apaixonado, vencido pelo nostalgia. Há 60 anos, o escritor, intérprete e retratista Stefan Zweig trocou o amargura de sua vida por um amargo veneno letal. Fugindo do nazismo, o judeu austríaco primeiramente encontrou refúgio na Inglaterra e depois no Brasil. Mesmo acreditando que este seria o "país do futuro", seu amor à pátria foi mais forte e o levou à depressão e, fatalmente, à morte. Sua obra literária é de extrema sensibilidade e melancolia, retratando principalmente a Velha Europa, da Viena imperial e dos últimos dias da dinastia de Habsburgo.

Em homenagem a esta importante personalidade, o canal de televisão europeu 3sat ( pool de tevês da Alemanha, Áustria e Suíça) irá exibir uma série de filmes e documentários sobre as obras e a vida do escritor. Nesta programação, que começa neste sábado (23) e vai até o dia 16 de março, está incluído o filme Lost Zweig do cineasta brasileiro Sylvio Back.

A produção de Back narra a última semana de vida de Stefan Zweig. A história transcorre entre o domingo de Carnaval e a segunda-feira seguinte no Rio de Janeiro e em Petrópolis. Durante este tempo, afloram as repercussões da Segunda Guerra Mundial no Brasil, levando o escritor (60) e sua esposa inglesa Elizabeth Lotte (33) ao desespero. Misturando realidade e fantasia, o cineasta conta a história do pacifista que sofreu, até as últimas conseqüências, a dor de viver longe de sua pátria e próximo de uma grande guerra.

Zweig e o Brasil – Nascido em Viena, em 1881, Stefan Zweig dedicou-se à literatura, filosofia e história. Filho de pai judeu, deixou a Áustria para escapar do nazismo. No Rio de Janeiro, encontrou não só refúgio, como também sua segunda paixão, uma secretária inglesa.

Zweig é autor de Amok, Carta de uma desconhecida, A piedade perigosa, A confusão dos sentimentos, A partida de xadrez e Brasil, país do futuro. Nesta obra, o escritor expressa sua admiração pelo país que o acolheu, mencionando a sua riqueza natural e o potencial de crescimento. Chegou mesmo a afirmar que se houvesse um paraíso, teria de ser no Brasil.

Sua simpatia ao país, no entanto, não evitou que o escritor austríaco se suicidasse envenenando-se, junto com sua mulher, no dia 23 de fevereiro de 1942, em Petrópolis. Com isso, Stefan Zweig deixou para trás sua angústia de ver a expansão do nazismo e, conseqüentemente, a destruição dos valores que mais admirava em sua tão amada Europa.

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