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Copa do Mundo

Guimarães: "Chegou a hora de mostrar quem somos"

A um mês da Copa, o treinador brasileiro Alexandre Guimarães, que comanda a Costa Rica, conversou com exclusividade com a DW-WORLD a respeito da preparação de sua equipe e as perspectivas do país latino.

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Brasileiro está em sua segunda Copa pela Costa Rica

DW-WORLD: Treinador Guimarães, como está a preparação da Costa Rica para a sua participação na Copa?

Em 9 de maio, um mês antes da partida de abertura contra a Alemanha, em Munique, começamos a última etapa (26 jogadores se concentram no Hotel Paradisus Playa Conchal, em Guanacaste, na costa do pacífico) e até 17 de maio, quando viajaremos para a Alemanha, o trabalho no campo técnico, tático e emocional será intenso. Teremos jornadas duplas, pela manhã e tarde, e em alguns dias teremos três sessões de acordo com as nossas necessidades.

Qual é a importância desta estapa final de preparação?

É essencial. O tempo de falar terminou. Agora só temos tempo para trabalhar porque chegou a hora de mostrar quem somos, o que temos e até aonde podemos chegar. Estes dias na Praia Conchal são muito importantes para a integração do grupo, para que ela alcance a sua melhor forma, e devemos chegar muito unidos à Alemanha. Além disso, temos um série de partidas de preparação (contra um time amador, Cataluña, Ucrânia, República Tcheca e Waldorf) que têm a ver mais com a mecânica do jogo do que com outros aspectos que queremos reforçar.

Você mencionou uma preparação emocional. O que isso significa?

É uma parte do nosso planejamento para o Mundial. Não se refere, como muitos pensam, a evitar que os nossos jogadores se sintam inferiores aos seus rivais na Copa. Isso já está superado depois de dois Mundiais. A Costa Rica já vê os seus adversários de igual para igual. A ênfase desta preparação se dá na motivação, nas possobilidade de conquistas e em realizar no campo tudo o que prevemos.

A propósito disso, o lema de sua equipe é "vamos fazer história"...

Eu não conhecia este lema.

O capitão do time, Luís Marín, nos contou...

Me parece muito bom. É uma boa iniciativa do Marín e dos outros garotos. Isso resume perfeitamente o espírito de equipe que tem o desejo de aproveitar esta nova oportunidade que está sendo nos oferecida na Alemanha. Queremos seguir adiante, mostrar progresso e atingir conquistas.

Como se vive a Copa do Mundo na Costa Rica e também dentro da sua seleção?

O país tem uma expectativa enorme em torno do que o time irá fazer na Copa, e os torcedores dão apoio total. O elenco está muito unido e ansioso para pisar o gramado no dia 9 de junho em Munique. Eles querem isso o mais rápido possível.

Qual será a partida-chave do Mundial para a Costa Rica?

O jogo contra o Equador. Não por ser um rival, mas por ser a segunda partida da primeira fase. Este é o jogo que verdadeiramente marca as rota das equipes numa Copa. O primeiro duelo, contra a Alemanha, também é importante, mas o decisivo é sempre o segundo. De acordo com a nossa participação contra o Equador, independentemente do resultado da primeira partida, saberemos onde estamos e o que poderemos alcançar. Esta partida para mim é vital.

E você tem estudado os adversários?

É claro que acompanhamos o que a Alemanha, a Polônia e o Equador fazem. Eles também estão nos observando, todos nós nos estudamos mutuamente e sabems o suficiente uns dos outos. Mas isso não vai mudar a realidade do Mundial. Para a segunda fase se classificam os que marcam mais pontos, isso está claro e é o nosso objetivo.

Você levará à Alemanha um time que mistura experiência com juventude...

Sim, com eles, os que foram escolhidos, acredito que vamos conseguir muitas coisas boas. Esta mistura de jovens talentos com jogadores experientes não é um produto do acaso. A Costa Rica pensa no presente, na Copa de 2006, mas também projeta o seu futuro para a África do Sul, em 2010. Nós queremos manter o nível como uma nação que é competitiva mundialmente, e para os atletas é necessária uma renovação no tempo oportuno. Esta Copa é a porta de entrada para a próxima.

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