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Mundo

Guerra reorienta serviço secreto alemão

Os serviços de informação da Alemanha acompanham passos de iraquianos fiéis a Saddam e estão preocupados com conseqüências de envolvimento da Turquia na guerra.

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Refugiados iraquianos, numa manifestação contra a guerra em janeiro, em Dresden

O Serviço Federal de Informações (BND) acredita que os cidadãos alemães correm mais perigo no exterior do que no próprio país e desaconselha viagens ao Oriente Médio e ao Sudeste Asiático, por exemplo. Mas o serviço secreto não descarta o risco de atentados na Alemanha, sobretudo em prédios comerciais, de escritórios e discotecas, segundo o jornal Welt am Sonntag. Na avaliação do BND, as organizações terroristas convencionais não são a maior ameaça e, sim, a ação "espontânea" de indivíduos isolados.

Já o Departamento Federal de Proteção à Constituição (BfV) teme manifestações violentas e atentados por parte dos 59 mil membros de organizações extremistas de estrangeiros na Alemanha, dos quais 32 mil têm vínculos com grupos islâmicos. Caso se confirme a invasão do Exército turco na região curda no norte do Iraque, o BfV conta com o fortalecimento do proibido Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), agora rebatizado de Kadek. A agremiação possui 12 mil filiados e simpatizantes na Alemanha.

A revista Focus noticia ainda que os serviços secretos alemães registram, nos últimos meses, atitudes suspeitas de iraquianos candidatos a asilo, fiéis ao regime de Saddam Hussein. Além de um aumento do número de viagens, inclusive para Bagdá, contas bancárias dos suspeitos vinham recebendo grandes somas de dólares de instituições estatais iraquianas, segundo o BfV. O secretário do Interior da Baviera, Günther Beckstein, afirma haver "claros indícios" de que, entre os candidatos a asilo, há quem tenha vindo para o país por orientação expressa das autoridades de segurança do Iraque.

Os suspeitos vêm sendo observados e contatados desde o início da guerra no Iraque, afirma a revista Focus. De acordo com a publicação, três oficiais do serviço secreto iraquiano ainda estão em atividade na embaixada de seu país em Berlim, além dos quatro expulsos durante a semana. Segundo o BfV, eles coordenam uma rede de 70 agentes na Alemanha.

Em entrevista ao Welt am Sonntag, o pesquisador de terrorismo Berndt Georg Thamm ressalta que "jovens islâmicos potencialmente violentos" podem usar os bombardeios a Bagdá como pretexto para ações de vingança em Berlim, Londres, Paris ou outro lugar na Europa. Também grupos de extrema direita e esquerda podem promover atentados por razões antiamericanistas.

Thamm observa, entretanto, que não há razão para pânico, embora as pessoas devam ser mais cautelosos nestes dias. Por exemplo, quem for viajar ao exterior deve informar-se sobre a situação no país de destino. Na própria Alemanha, manter-se atento ao que acontece a seu redor, como malas e bolsas abandonadas.

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