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Economia

Guerra & economia

O "countdown" para a guerra contra o Iraque começou e muitos se perguntam quais serão suas conseqüências econômicas. Entre especulações e incógnitas, uma certeza: a economia mundial cairá numa grave recessão.

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Bolsa de Frankfurt – atenção geral está voltada para a guerra do Iraque

Ao dar um ultimato a Saddam Hussein, o presidente norte-americano George W. Bush acabou com a incerteza reinante nos mercados de capitais, que partem do princípio de uma ação militar de curta duração. Cínico resultado: os índices das bolsas subiram, o preço do petróleo caiu e o dólar valorizou-se em relação ao euro.

O DAX, índice das principais ações alemãs, teve um considerável aumento na parte da manhã, depois de ter atingido na segunda-feira (17/03) um novo recorde de baixa nos últimos sete anos. Nesta terça-feira (18/03), o barril de petróleo da OPEP caiu para menos de 30 dólares (29,80) pela primeira vez nos últimos meses. O petróleo do Mar do Norte (Brent) foi negociado a US$ 27,20 por barril, 2,28 dólares a menos do que na véspera. O euro foi negociado a 1,06 dólar, depois que o Banco Central Europeu fixou sua taxa de referência em US$ 1,0586 (US$ 1,0801 na véspera).

Guerra custará 1% do crescimento

Com a guerra que já parece inevitável, não haverá também como evitar um agravamento da crise econômica. Ao apresentar o balanço da BASF em 2002, em Ludwigshafen, seu presidente, Jürgen Strube, disse que a guerra reforçará a estagnação que já se fez no notar neste primeiro trimestre, podendo representar 1% a menos de crescimento à economia mundial. Strube espera um aumento temporário do preço do petróleo para mais de 35 dólares por barril. No entanto, não acredita numa desestabilização de todo o Oriente Médio, com base na promessa da OPEP de compensar a possível falta do petróleo iraquiano com aumento da extração em outros países membros. Em 2003, o preço médio do barril deverá oscilar entre 25 e 28 dólares, na estimativa da indústria química alemã.

O presidente da Confederação dos Bancos Alemães, Rolf Breuer, anunciou ontem sua previsão da taxa de crescimento do país: no máximo 0,5% ou 0,75%, bem menos otimista do que Berlim. O governo alemão mantém sua previsão de 1% de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) este ano. Ainda seria muito cedo para avaliar os efeitos de curto e médio prazo de uma guerra, disse o ministro alemão da Economia, Wolfgang Clement, em Munique, após um encontro com líderes empresariais.

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