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Mundo

Guerra domina campanha eleitoral

Social-democratas querem evitar uma derrota eleitoral no Hessen e na Baixa Saxônia, domingo (2), com o não da Alemanha a uma guerra no Iraque. Chefe de governo Schröder luta pelos votos dos 25% de eleitores indecisos.

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Cartaz de campanha eleitoral do governador Sigmar Gabriel

Cientistas políticos e peritos duvidam que o chanceler federal alemão Gerhard Schröder consiga evitar uma derrota do Partido Social Democrático (SPD), do qual é presidente, nas eleições parlamentares dos dois Estados. Eles acham que, em virtude da insatisfação dos eleitores com a coalizão de governo federal social-democrata e Verde, a União Democrata-Cristã (CDU) terá uma clara vitória eleitoral dupla no domingo.

Schröder ainda espera, todavia, uma repetição do resultado eleitoral apertado de 22 de setembro de 2002, que garantiu um novo mandato de quatro anos para a sua coalizão vermelho-verde. "Nós somos peritos em ganhar na reta final", disse ele. O não categórico de Schröder a uma participação da Alemanha numa possível guerra no Iraque foi decisivo para a sua vitória eleitoral, no ano passado.

Apesar do agravamento do conflito internacional nesse meio tempo, peritos duvidam que os social-democratas escapem de uma derrota no próximo fim de semana. "Não é tão simples assim repetir o resultado de uma eleição", observou o especialista Mathias Jung, do Grupo de Pesquisas Eleitorais. Até porque, como lembrou, o tema Iraque não polariza mais na Alemanha como durante a campanha eleitoral de 2002.

Eleitores reconhecem impotência

Além do mais, segundo o cientista político Jürgen Falter, muitos eleitores teriam entendido a instrumentalização do conflito do Iraque antes da eleição nacional e reconhecido que não podem, absolutamente, ter influência sobre guerra ou paz. Ele não acredita que o tema Iraque reverta a tendência do eleitorado em favor dos conservadores democrata-cristãos, nem espera surpresa das urnas, porque a vantagem da CDU sobre o SPD agora é muito maior do que na campanha para a eleição nacional. Naquela ocasião, as pesquisas apontavam um empate técnico e a coalizão venceu com um diferença ínfima de votos.

O motivo essencial para a clara vantagem da CDU sobre o SPD é a insatisfação dos eleitores com a coalizão de Schröder. Nunca a política nacional esteve tão forte numa campanha eleitoral nos Estados como agora. Ambas eleições estaduais seriam uma espécie de revisão da eleição parlamentar nacional e um protesto contra o governo federal, segundo o perito Jung. Até porque, faltam temas locais dominantes ou um escândalo importante nos dois Estados.

Minoria menor

Desta vez será difícil para Schröder atribuir uma derrota só aos correligionários na Baixa Saxônia e no Hessen. Mas, além da política pacifista em relação ao Iraque, ainda resta uma esperança ao SPD: se o Partido Liberal (FDP) não superar a barreira dos 5% dos votos nos dois Estados, social-democratas e verdes poderiam alcançar juntos uma maioria. Os liberais temem uma derrota principalmente na Baixa Saxônia, governada pelo social-democrata Sigmar Gabriel.

Com uma derrota do SPD em um ou nos dois Estados, a minoria da coalizão federal ficaria ainda menor na câmara alta do legislativo (Bundesrat) e Schröder terá dificuldades imensas de aprovar suas reformas importantes, como a fiscal e dos sistemas de saúde e de aposentadoria. Ou terá que fazer muitas concessões à oposição conservadora que governou a Alemanha 16 anos ininterruptos até 1998.

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