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Mundo

Guerra divide políticos alemães

Em entrevista à DW-WORLD, o deputado verde W. Hermann critica o imperialismo americano e defende a posição de Berlim, enquanto o democrata-cristão Jörg Schönbohm considera desastrosa a política externa de Schröder.

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Winfried Hermann (à esquerda) e o ex-general, hoje político, Jörg Schönbohm

Se dois anos atrás 64% dos alemães eram favoráveis a uma intervenção americana no Afeganistão, agora apenas 9% aprovariam uma guerra contra o Iraque, segundo uma pesquisa representativa realizada a nível internacional pelo Instituto Gallup.

O governo alemão foi o primeiro europeu a se posicionar claramente contra a guerra, despertando inicialmente uma sensação de estranheza na União Européia e provocando uma crise nas relações da Alemanha com os Estados Unidos.

Embora a maioria dos alemães seja contrária a uma – por enquanto virtual – guerra contra o Iraque, as opiniões são diferenciadas. A DW-WORLD entrevistou dois políticos alemães, de dois partidos que se situam nos extremos do espectro político: o deputado verde Winfried Hermann e o secretário do interior de Brandemburgo, Jörg Schönbohm, da União Democrata Cristã, o maior partido de oposição ao governo federal.

Pacifista desde o berço

O Partido Verde alemão – parceiro de coalizão dos social-democratas em Berlim – é pacifista por tradição, muito tendo relutado em apoiar mesmo que uma participação alemã na reconstrução do Afeganistão.

Segundo Hermann, seu partido e o SPD do chanceler federal Gerhard Schröder fecharam posição contra a guerra, não havendo diferença alguma nesse ponto. Berlim está convicto de que o Iraque não faz parte da rede internacional que sustenta o terrorismo. Uma guerra seria muito prejudicial para a população iraquiana, iria desestabilizar a região, provando o caos. "Indiretamente uma guerra ajudaria os terroristas, porque no mundo árabe e em muitos países pobres predomina a opinião de que o Ocidente – e especialmente os EUA – é oportunista, usa indiscriminadamente os recursos do planeta, pressiona o resto do mundo a seguir a sua linha e sustenta governos, para depois atiçar uma guerra contra eles quando bem entendem."

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