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Mundo

"Guantánamo mina segurança nacional dos EUA", diz Obama

Presidente americano pede ao Congresso que aprove fechamento definitivo e transferência de detentos da prisão em Cuba. Plano apresentado na Casa Branca é último esforço para cumprir promessa de campanha de 2008.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs ao Congresso nesta terça-feira (23/02) o fechamento definitivo da prisão de Guantánamo, em Cuba, e a transferência de presos remanescentes para os EUA. Ele pediu que os parlamentares americanos aprovem o plano, um último esforço para fechar o controverso presídio.

"Fechemos este capítulo. Não quero passar este problema para o próximo presidente, seja quem for. Vamos deixar isso se prolongar por mais 15 anos?", disse, em discurso na Casa Branca. "Manter essa instalação aberta vai contra os nossos valores. [...] Há muitos anos está claro que a unidade de detenção na Baía de Guantánamo não contribui para nossa segurança nacional, mas a mina."

Obama prometeu fechar a prisão e transferir os detentos em sua campanha presidencial de 2008. No entanto, parlamentares se opõem fortemente à transferência dos presos para os EUA. A proposta do Pentágono indica 13 possíveis locais em solo americano, sem identificá-los, afirmaram fontes do governo.

Os prisioneiros de Guantánamo, mantidos numa base naval dos EUA no sudeste de Cuba, foram presos por tropas americanas no Iraque e no Afeganistão. A instalação transformou-se em símbolo de práticas agressivas de detenção.

O fechamento da prisão e a transferência dos prisioneiros custariam de 290 milhões de dólares a 475 milhões de dólares, disse uma fonte governamental. Manter os presos remanescentes nos EUA custaria entre 65 milhões e 85 milhões de dólares a menos do que em Cuba, o que significa que os custos seriam compensados num período de três a cinco anos, afirmou.

Há 91 prisioneiros em Guantánamo no momento, dos quais 35 devem ser transferidos para outros países este ano. Isso significa que restariam menos de 60 presos a serem trasladados para os EUA, segundo autoridades.

Atualmente, o governo americano é proibido por lei de transferir prisioneiros de Guantánamo para os EUA. Obama se opõe a tal proibição há muito tempo, e a Casa Branca não descartou a possibilidade de o presidente tentar fechar a prisão por ordem executiva, caso não consiga o apoio dos legisladores. No entanto, o plano apresentado ao Congresso nesta terça-feira não inclui essa opção, segundo autoridades.

Defensores do fechamento de Guantánamo alegam que a prisão vêm servindo há tempos como uma ferramenta de recrutamento para grupos militantes e que deter extremistas suspeitos de atos violentos indefinidamente, sem julgamento, provoca raiva e consternação entre aliados dos EUA. Por sua vez, críticos da proposta de Obama afirmam que mudar o endereço do presídio não vai acabar com o problema.

LPF/ap/rtr/afp

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