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Mundo

Grupos rivais assinam pacto de unidade na Líbia

Líderes que disputam o poder no país, que vive caos político desde a derrubada do ditador Kadafi em 2011, firmam acordo intermediado pela ONU, apesar da recusa do governo islamista de Trípoli.

Líderes políticos da Líbia chegaram neste sábado (11/07) a um acordo, intermediado pela ONU, para a criação de um governo de unidade no país.

O governo islamista de Trípoli, que havia tomado parte nas negociações iniciais, se recusou a participar das últimas discussões na cidade de Skhirat, no Marrocos. Membros do Parlamento, líderes locais e regionais participaram das conversações, com a mediação do enviado na ONU Bernardino Leon.

Os negociadores planejam voltar a se reunir após o feriado do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, para trabalhar na formação de um governo interino e finalizar um acordo que estabeleça a divisão de poderes. As conversações irão prosseguir com ou sem a presença de representantes do governo de Trípoli.

A Líbia se encontra dividida entre o Parlamento eleito pela população do leste do país e o governo, liderado por islamistas que controlam a capital. Com o vazio deixado pela falta de uma autoridade centralizada, a Líbia sofre com o aumento da influência de grupos extremistas, como o "Estado Islâmico" (EI), e de militantes ligados à Al Qaeda. O país também se tornou um

centro de tráfico de imigrantes rumo à Europa

.

O enviado da ONU ressaltou que as portas estão abertas para que o governo de Trípoli assine o acordo, e assegurou que os membros das milícias serão integrados nas instituições civis e militares do novo governo.

Leon prometeu um total comprometimento da comunidade internacional para assegurar que o plano seja cumprido e para que seja possível "trazer a Líbia de volta ao caminho democrático."

O país vive um caos político em razão da disputa de poder, após a derrubada do ex-ditador Muammar Kadafi, em 2011.

RC/ap/afp

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