1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Grupos rivais assinam acordo de paz na Líbia

Representantes dos atuais dois governos selam pacto apoiado pela ONU para colocar fim à crise política, que assola o país há quatro anos e deixa território vulnerável à ação de terroristas.

Libyen Kämpfe gegen IS in Sirke

Combatentes de uma milícia na Líbia

Líderes políticos de grupos rivais da Líbia assinaram nesta quinta-feira (17/12), no Marrocos, um acordo que prevê a formação de um governo de unidade nacional e que, espera-se, ponha fim aos dois governos líbios – o de Tobruk, reconhecido internacionalmente, e o de Trípoli, considerado rebelde.

O pacto, mediado pela ONU, abre caminho para a Líbia receber ajuda internacional na luta contra os extremistas do "Estado Islâmico" (EI), que se beneficia das lutas internas para estabelecer maior presença no país. A Líbia está imersa em caos desde a queda, em 2011, do ditador Muammar Kadafi.

"Hoje é um dia histórico para a Líbia", afirmou Martin Kobler, enviado da ONU ao Marrocos. "Este é apenas o início de uma longa jornada para a Líbia. A assinatura é apenas o primeiro passo para colocar a Líbia de volta no caminho certo."

A assinatura contou com a presença dos ministros de Relações Exteriores de Espanha, Itália, Turquia, Catar, Tunísia e Marrocos, um reflexo do apoio que a comunidade internacional ofereceu a um momento qualificado de "histórico".

Segundo o acordo, o governo de unidade nacional, com um presidente, dois vices-presidentes e mais seis membros, deverá apresentar o texto de uma nova Constituição a ser, no futuro, referendada pelos líbios.

Este é o terceiro acordo político, em um ano, para tentar estabelecer um governo único em um país minado por conflitos entre grupos rivais e onde seguidores do EI ganham terreno.

Líderes dos Parlamentos rivais da Líbia rejeitaram o acordo de paz, na véspera de ele ser assinado. Ambos disseram que o encontro representa um processo, mas afirmaram que o acordo foi imposto por potências mundiais e pediram por mais tempo para trabalharem em uma iniciativa líbia.

FC/dpa/rtr/lusa

Leia mais