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Mundo

Grupo ataca centro de tratamento de ebola na Libéria e doentes fogem

Dezessete pessoas infectadas com o vírus fogem de um centro de isolamento localizado numa favela da capital Monróvia após o local ser atacado por um grupo de moradores.

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Grupo que atacou o centro de isolamento de doente de ebola em Monróvia

Um grupo de pessoas atacou neste sábado (16/08) uma ala do centro de isolamento de doentes com ebola localizado na favela West Point, a maior de Monróvia, capital da Libéria, o que levou à fuga de 17 doentes internados no local, segundo testemunhas.

Inicialmente, Rebecca Wesseh, uma testemunha citada pela agências de notícias AFP, dissera que o grupo arrombou as portas e saqueou o local e que todos os doentes fugiram, referindo-se a 29 pessoas.

O secretário-geral da associação de trabalhadores do setor de saúde da Libéria, George Williams, disse que o centro de isolamento recebia 29 doentes com ebola, onde inicialmente eram tratados antes de serem transferidos para um hospital, mas que, dos 29 doentes, 17 fugiram no sábado à noite. Nove estavam mortos há quatro dias e três morreram no sábado.

"Os indivíduos, na sua maioria jovens, armados com paus, entraram à força na escola de um subúrbio de Monróvia onde funciona o centro de isolamento", relatou Wesseh. O bairro onde fica o centro de isolamento é considerado um dos epicentros da epidemia na capital da Libéria.

Algumas agências afirmam que os moradores estavam insatisfeitos com a presença do centro de isolamento, que recebe doentes de outras partes do país. Outros relatos dizem que o grupo responsável pelo ataque teria afirmado que a epidemia de ebola não existe.

"Nós dissemos para não instalarem o centro de isolamento do ebola aqui. Mas os funcionários não nos ouvem. Eles têm de fazer um centro em outro lugar, mas eu não acredito", disse às agências internacionais um jovem morador que não quis se identificar.

Um policial declarou à agência de notícias AP que os invasores saquearam o centro, levando consigo objetos possivelmente infectados com o vírus ebola, como colchões e lençóis. Um morador da região disse que alguns dos objetos estavam visivelmente manchados com sangue, vômito e excrementos.

AS/lusa/ap/afp

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