Grupo alemão protagoniza maior caso de contrabando de alimentos nos Estados Unidos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.09.2010
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Mundo

Grupo alemão protagoniza maior caso de contrabando de alimentos nos Estados Unidos

A empresa do setor alimentício Alfred L. Wolff é acusada de ter contrabandeado mel chinês entre 2002 e 2009. Com o negócio ilícito, companhia deixou de pagar mais de 80 milhões de dólares de impostos nos Estados Unidos.

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Contrabando de mel de 40 milhões de dólares

A Justiça dos Estados Unidos indiciou dez executivos alemães e um chinês acusados de importar mel vindo da China de forma ilegal. Segundo as autoridades norte-americanas, o negócio ilícito chegou a 40 milhões de dólares e está sendo tratado como o maior caso de contrabando de alimentos da história do país.

No centro do escândalo está o conglomerado alimentício Alfred L. Wolff, sediado na cidade alemã de Hamburgo. A empresa é acusada de ter se aliado a produtores chineses de mel e à empresa exportadora QHD Sanhai Honey para burlar as leis norte-americanas antidumping.

Segundo as acusações, o mel produzido na China era rotulado como se fosse originário da Rússia, Índia, Indonésia ou de outros países, para ser então comercializados nos Estados Unidos com etiquetas de origem falsas. Com a manobra, o grupo deixou de pagar cerca de 80 milhões de dólares de impostos.

O procurador Patrick Fitzgerald, de Illinois, disse que antibióticos não autorizados na produção de mel nos Estados Unidos foram misturados ao produto. No entanto, o procurador acrescentou que não há motivos para pânico, já que não se acredita que o mel adulterado tenha provocado algum dano ou enfermidade.

Fraude internacional

A distribuição do mel nos Estados Unidos era feita pela Alfred L. Wolff, a partir de sua sede em Chicago. "Os réus distribuíram mel adulterado que nunca deveria ter chegado ao mercado norte-americano", disse Fitzgerald.

Entre os acusados está Alexander Wolff, ex-diretor da Alfred L. Wolff, que foi comprada pela Norevo GmgH em fevereiro último. Os envolvidos no caso podem pegar até 20 anos de prisão, além do pagamento de uma multa que pode chegar a 250 mil dólares caso sejam condenados. Seis suspeitos estão detidos e os demais devem ser deportados.

Segundo as investigações, a fraude foi cometida entre 2002 e 2009. "Essas acusações de conspiração fraudulenta internacional, baseadas na ilegalidade e práticas de comércio predatórias, ameaçam nossa indústria nacional do mel", comentou Gary Hartwig, do Departamento de Investigações de Chicago.

A empresa alemã

A Alfred L. Wolff fornece ingredientes para a indústria alimentícia em todo o mundo. A companhia, sediada na Alemanha, desde 1901, tem unidades em países como a China, Hong Kong, México, Argentina, Hungria, Romênia e Estados Unidos. Nesta quinta-feira (02/09), o site do grupo permaneceu fora do ar.

NP/dpa/afp/rts
Revisão: Soraia Vilela

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