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Economia

Greve pode dar prejuízo de € 300 milhões por dia às montadoras

Os metalúrgicos de Berlim/Brandemburgo aprovaram a paralisação a partir do dia 6 de maio.

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Maioria dos metalúrgicos de Berlim votou pela greve

Os trabalhadores das indústrias do setor metalúrgico e elétrico do Estado de Berlim/Brandembrugo deram sinal verde para a categoria iniciar uma greve nacional no dia 6 de maio. Na votação decisiva sobre o movimento, mais de 85% dos filiados ao Sindicato dos Metalúrgicos (IG Metall) votaram a favor da paralisação.

A informação foi revelada por fontes sindicais à agência alemã de notícias DPA. Na Alemanha, os sindicatos só podem deflagar uma greve, se pelo menos 75% dos seus filiados forem favoráveis ao movimento. Os metalúrgicos pedem um aumento de 6,5% para a categoria em todo o país. As empresas oferecem 3,3%.

Segundo a DPA, na parte leste de Berlim, 87,2% dos metalúrgicos votaram a favor da greve. No leste do Estado, a aprovação foi de 85,7%. Com isso, o setor metalúrgico de Berlim/Brandemburgo deverá enfrentar sua primeira greve no pós-guerra, a partir da próxima segunda-feira.

O resultado da votação no Estado de Baden-Württemberg foi ainda mais claro. Na noite desta terça-feira (30), o Sindicato dos Metalúrgicos divulgou em Stuttgart que 90,04% dos operários aprovaram o início da greve.

Prejuízos milionários

As conseqüências da primeira greve dos metalúrgicos alemães nos últimos sete anos são imprevisíveis. O movimento pode atingir inclusive empresas do setor de telecomunicações, que fornecem, por exemplo, equipamentos para a indústria automobilística.

Na pior das hipóteses, as montadoras alemãs deixarão de produzir 24 mil automóveis por dia de greve. Segundo estimativas do Centro de Pesquisas Automobilísticas (CAR), em Recklinghausen, as perdas de produção podem chegar a € 300 milhões de euros por dia. Deste total, 70 % recaem sobre os fornecedores de autopeças.

Enquanto grandes grupos, como a DaimlerChrysler AG suportam um prejuízo dessa ordem, ele pode ser fatal para empresas de médio porte, que perdem valiosos recursos para investimentos. "Os fornecedores estrangeiros serão os grandes vencedores da greve, que é um presente para os concorrentes no leste europeu", diz o diretor do CAR, Ferdinand Dudenhöffer.

Efeito dominó

A paralisação numa única montadora já pode provocar um efeito dominó e atingir empresas que não trabalham exclusivamente para o setor metalúrgico. "Os efeitos negativos são inevitáveis. Um acordo coletivo forçado pela greve pode sair caro para as empresas. Um aumento salarial de 1% significa, para nós, despesas adicionais de € 15 milhões por ano", diz Paul Ballmeier, diretor financeiro da ZF, fabricante de autopeças de Friedrichshafen.

"Se a situação se agravar a ponto de nossos funcionários não terem mais material para produzir, vamos expulsá-los da fábrica", ameaça Peter Witteczek, vice-presidente da metalúrgica Walter AG, em Tübingen.

A greve pode prejudicar também as fábricas alemãs ligadas a grandes multinacionais na luta interna por investimentos. A empresa de consultoria Dudenhöffer teme que, no caso de uma longa greve e um aumento salarial acima de 4%, montadoras como a Opel, Ford e Volkswagen demitam 10% de seus funcionários na Alemanha, nos próximos cinco anos, e fabricantes de autopeças de médio porte transfiram suas fábricas para o exterior.