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Economia

Greve na Lufthansa cancela mais de mil voos nesta sexta

Paralisação programada para durar 24 horas atingirá os principais aeroportos alemães e deverá afetar até 100 mil pessoas. Também ligações com o Rio de Janeiro são canceladas.

A Lufthansa anunciou nesta quinta-feira (06/09) o corte de 1.200 dos 1.800 voos agendados para esta sexta devido à greve nacional dos tripulantes de cabine da companhia. A paralisação de 24 horas foi convocada pelo sindicato UFO para os aeroportos de Frankfurt, Munique, Düsseldorf, Berlim, Hamburgo e Stuttgart. Cerca de 100 mil passageiros poderão ser afetados.

Já nesta quinta-feira a Lufthansa foi obrigada a cancelar cerca de 50 voos, principalmente ligações de longa distância que chegariam à Alemanha nesta sexta. Entre eles está o voo LH501, que partiria nesta quinta do Rio de Janeiro para Frankfurt. O mesmo vale para o voo LH500, no sentido contrário, previsto para esta sexta-feira de manhã, de acordo com o site da companhia. Outros 13 voos na manhã deste sábado também serão cancelados.

Segundo um comunicado divulgado também no site da Lufthansa, a maior companhia aérea alemã "lamenta que o conflito laboral esteja sendo travado à custa de seus clientes" e fará o possível para minimizar os transtornos. Os passageiros afetados serão devidamente informados por SMS ou e-mail, afirmou a empresa.

Passageiros cujos voos foram cancelados têm direito a alterar ou pedir reembolso para suas reservas sem custos adicionais. A Lufthansa orienta seus clientes a verificarem o status dos voos no site da companhia. "Tentaremos transferir os passageiros nacionais para trens", declarou um porta-voz nesta quinta-feira.

A empresa também se manifestou em comunicados publicados em jornais alemães. "Consideramos esta greve desproporcional. Ela significa grandes prejuízos financeiros para a empresa e prejudica a imagem da marca Lufthansa", declarou o conselho administrativo nesta quinta-feira.

Lufthansa / Flughafen / Streik / Frankfurt / Annulliert

Já na terça centenas de voos foram cancelados em Frankfurt

Briga salarial

Os tripulantes exigem 5% de aumento dos salários e o fim da terceirização de postos de trabalho. Já a Lufthansa oferece um aumento de 3,5%, além da renúncia a trabalhadores temporários, a demissões por razões operacionais e a contratos por tempo limitado.

Trata-se de uma "oferta mais do que negociável", afirmou uma porta-voz da companhia. Em troca, a empresa exige, porém, duas horas a mais na jornada de trabalho ou uma remuneração menor para horas extras. A Lufthansa emprega 18 mil funcionários no serviço de bordo.

O sindicato e a empresa vem debatendo a questão salarial há mais de um ano. "Se a Lufthansa quiser convocar uma arbitragem para evitar esse conflito, estamos dispostos a conversar, sempre sinalizamos isso", declarou à Nicoley Baublies, chefe do UFO, à agência de notícias Reuters. Para especialistas, são pequenas as chances de impedir a terceira paralisação no intervalo de uma semana.

Nesta terça-feira, a greve provocou o cancelamento de cerca de 350 voos em Berlim, Frankfurt e Munique, afetando 43 mil passageiros da Lufthansa. Cerca de 1.500 deles passaram a noite nos aeroportos de Frankfurt e Munique, disse um porta-voz da empresa.

Na sexta-feira passada, ocorrera uma paralisação semelhante no aeroporto internacional de Frankfurt. Centenas de voos foram cancelados, e muitos outros sofreram atrasos, o que afetou também passageiros de outras companhias.

Assim como a maioria das concorrentes europeias, a Lufthansa enfrenta dificuldades financeiras. No primeiro semestre deste ano, a empresa registrou um prejuízo operacional de 20 milhões de euros. Um dos motivos é o aumento de preço dos combustíveis combinado à crise do euro. Além disso, companhias low cost da Europa e concorrentes asiáticas pressionam a margem de lucro dos bilhetes.

A Lufthansa reage à baixa demanda com um plano de voos reduzido e um programa de redução de gastos que deverá ser responsável por uma economia de 1,5 bilhão de euros em 2012. Dos 120 mil funcionários da empresa mundo afora, 3.500 deverão ser cortados.

LPF/dapd/afp/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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