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Economia

Greve geral pára setor público na Itália

Os principais sindicatos do país lideraram os protestos contra as reformas trabalhistas. Atentado aumentou as tensões entre o governo e os trabalhadores.

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Manifestação em Roma contra planos de Berlusconi

Milhões de italianos participaram, nesta terça-feira (16), da primeira greve geral do país nos últimos 20 anos. As três principais centrais sindicais da Itália (CGIL, CISL, UIL) convocaram mais de onze milhões de filiados a paralisarem suas atividades durante oito horas. Elas também organizaram manifestações públicas nos grandes centros industriais (Roma, Florença, Milão, Bolonha, Nápoles) e em outras cidades.

O protesto dirigiu-se contra uma reforma da legislação trabalhista, planejada pelo governo e que pode facilitar a contratação e a demissão de trabalhadores. "O governo precisa mudar seu rumo", declarou Sergio Cofferati, da central sindical esquerdista CGIL, durante uma manifestação em Roma.

Funcionalismo público – A greve geral paralisou principalmente o setor público. Estações ferroviárias, aeroportos, escolas, agências dos correios e outras repartições públicas permaneceram fechadas. Houve paralisações em fábricas e os hospitais mantiveram apenas os serviços de emergência.

O protesto também atingiu a imprensa. A Itália amanheceu nesta terça-feira (16) sem jornal do dia. As TVs suspenderam transmissões ao vivo e a programação das rádios também foi reduzida.

Segundo analistas, as atuais leis trabalhistas dificultam a demissão de funcionários, principalmente, de grandes e médias empresas. Os empresários italianos reivindicam uma maior flexibilização do mercado de trabalho, para evitar um agravamento da crise econômica. Os sindicatos acusam o governo de querer reduzir os direitos dos trabalhadores.

Atentado – As negociações entre os sindicatos e o governo fracassaram no mês passado. As tensões aumentaram com o assassinato do economista Marco Biagi, um dos principais mentores da nova lei, a 19 de março, pelas Brigadas Vermelhas. Fontes do governo chegaram a insinuar que os adversários da lei ajudaram a criar um clima propício ao crime.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, não pretende ceder à pressão dos sindicatos e quer implementar a reforma trabalhista de qualquer jeito. A paralisação italiana tem pelo menos um aspecto peculiar: a Itália é o único país da Europa em que o movimento grevista é vigiado por uma comissão independente, sediada em Roma. Ela é encarregada de garantir a prestação de serviços públicos indispensáveis durante a greve.

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  • Data 16.04.2002
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