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Economia

Greve do consumo pode acabar no Natal

O comércio sofre com a reserva dos consumidores. Mas pesquisas apontam chance de melhores negócios no fim do ano. Os alemães escolhem presentes mais baratos, compram poucos bens duradouros e mais pela internet.

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Quem sabe um anjo ajuda - decoração de Natal

Desde novembro as lojas já estão enfeitadas para o Natal, época em que o comércio alemão costuma fazer 20% do faturamento anual. Mas, por mais que as vitrines procurem atrair compradores com seus artigos em meio às luxuosas decorações natalinas, a festa do consumo não funciona sem o ator principal: o consumidor, que nos últimos anos pensa duas vezes antes de tirar a carteira do bolso.

A conjuntura fraca e a incerteza reinante na Alemanha em relação às reformas fiscal, da previdência e da saúde provocaram uma retração do consumo. A expectativa do comércio era compensar, no fim do ano, as perdas no verão, quando o sol afastou os compradores das lojas. No entanto, as vendas não foram animadoras em novembro, pelo que a Associação Alemã do Comércio Varejista (HDE) se conformou em manter suas previsões no mesmo nível do faturamento natalino de 2002, que foi de 8,2 bilhões de euros (2001: 10,2 bilhões).

Luz no fim do túnel?

Os índices de novembro que a Sociedade de Pesquisa de Consumo GfK publicou nesta sexta-feira (28), porém, dão motivo a esperança. Os consumidores estão mais otimistas quanto à conjuntura e à sua situação pessoal, depois de ouvir a opinião dos analistas e empresários. Isso deve se refletir nas vendas de Natal, diz a GfK, que realiza as pesquisas para a Comissão Européia. O índice de compras previstas aumentou pela quarta vez consecutiva e o que reflete o clima de consumo atingiu um número positivo pela primeira vez desde outubro do ano passado.

Ao que tudo indica, a recuperação da economia mundial, os dados positivos nos EUA e os bons balancetes das empresas alemãs fizeram surgir uma luz no fim do túnel. No entanto, os índices apontam apenas uma tendência, é muito cedo para se ver nisso uma virada da conjuntura. A GfK e outros analistas afirmam que o consumo só dará um salto quando diminuir consideravelmente o desemprego. E só se conta com uma melhora no mercado de trabalho em meados de 2004. Outros fatores que teriam um efeito positivo sobre a conjuntura dependem dos políticos: "A diminuição dos impostos - ou seja, a antecipação da reforma fiscal - clareza quanto às reformas da saúde e das aposentadorias", mencionou o presidente da GfK, Klaus Wübbenhorst.

Soluções para épocas de vacas magras

Outras pesquisas representativas, porém, revelam um outro quadro. Se em 2002 somente 6% dos alemães declararam que não comprariam nenhum presente de Natal, agora é um de cada dez.

Frau im CD Laden

CDs podem substituir outros presentes mais caros este ano

"Lá em casa não vai haver muitos presentes como nos anos anteriores. Nós temos que economizar, olhar ofertas e descontos. Eu presto atenção no dinheiro. E não posso aceitar ter que pagar a mesma importância em euro que eu pagava antes em marco por um produto", revelou uma compradora à reportagem da Deutsche Welle, em Bonn.

Outros substituíram presentes mais caros, como uma malha de lã para o irmão, por um livro ou CD. E há também quem pretenta economizar em outros produtos tradicionais da época, fazendo suas próprias Plätzchen (bolachinhas) e os arranjos de advento e Natal.

Bens duráveis e eletrônicos

"Os consumidores ainda estão desanimados ou reservados, especialmente quanto a compras maiores, nos departamentos de produtos eletrônicos e computadores", observou o gerente de uma filial da rede de lojas de departamento Kaufhof em Bonn.

Os bens duráveis foram bastante afetados, constata também a edição online do semanário Spiegel, em um artigo sobre a greve do consumo na Alemanha, intitulado "Minha televisão - uma peça de museu". "Eles economizam na compra de alimentos, vão menos a bares e ao cinema. Agora a falta de vontade de comprar atingiu o setor eletrônico. Os televisores nos lares alemães estão em média cada vez mais velhos", observa.

Brinquedos até para crianças a partir de 30 anos

Já os brinquedos e jogos eletrônicos vendem bem também no Natal. O faturamento anual desse setor saltou de 270 milhões de euros, em 1995, para 800 milhões de euros, no ano passado, ajudando a compensar a queda do faturamento com brinquedos tradicionais. Os fabricantes de brinquedos fazem 40% de seus negócios no Natal. Os produtos mais vendidos este ano são bichos de madeira para a "Arca de Noé", apetrechos para bonecas e pista de autorama. Jogos vários e animais de pelúcia também não podem faltar debaixo da árvore.

Märklin Modellbahn in Köln

Um trenzinho meio grande para dentro de casa, que a Märklin apresentou em Colônia numa feira para fãs de locomotivas e ferrovias em miniatura, em novembro de 2002

Na tentativa de melhorar as vendas, os fabricantes de brinquedos procuram expandir sua oferta para "crianças a partir de 30 anos", o que está de acordo com o desenvolvimento demográfico da população alemã. Além de jogos, há toda uma gama de produtos, como miniaturas perfeitas de trens, carros para colecionadores e todo tipo de veículos para quem gosta de montar os próprios brinquedos.

Online-shopping

Com a crise do consumo, não teve boa acolhida a idéia de abrir o comércio também aos domingos, no mês de dezembro. Em compensação, as vendas de Natal pela internet continuam avançando e este ano o comércio varejista espera ultrapassar a casa de um bilhão de euros. Para 2003 em geral, a federação do comércio HDE conta com um faturamento de 13 bilhões de euros com online-shopping.

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