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Economia

Greve da Lufthansa termina após acordo com sindicato

Paralisação de 24 horas foi encerrada e voos retornaram à normalidade. Companhia aérea e tripulantes entraram em acordo sobre processo de arbitragem. Caso não se chegue a uma solução, sindicato ameaça com nova greve.

Após a maior paralisação da história da Lufthansa, ocorrida nesta sexta-feira (07/09), a companhia aérea alemã voltou a operar normalmente neste sábado. A greve de 24 horas dos tripulantes de cabine foi encerrada à meia-noite, depois que a Lufthansa e a Organização Sindical Independente do Pessoal de Cabine da Alemanha (UFO, sigla em alemão) chegaram a um acordo sobre um processo de arbitragem.

Até a noite desta sexta-feira, cerca de metade dos 1.800 voos da maior companhia aérea alemã foram cancelados, e mais de 100 mil passageiros afetados. Ainda na quinta-feira, 20 voos planejados para sábado já haviam sido suspensos por precaução.

Após o acordo entre empresa e sindicato, a Lufthansa e seus clientes não precisam temer novas greves por enquanto. Neste sábado teve início o período de trégua obrigatório, válido até que uma sentença arbitral seja aceita ou negada.

De acordo com um porta-voz da companhia aérea, nenhum passageiro precisou passar a noite no aeroporto de Frankfurt, o maior da Alemanha. Quartos de hotéis foram disponibilizados para quem teve o voo adiado para a manhã de sábado, principalmente no caso de destinos internacionais. "Todos esses passageiros já seguiram viagem", informou o porta-voz.

Planos de negociação

Até a próxima quarta-feira, um plano conjunto sobre o processo de arbitragem deverá ser apresentado, disse o porta-voz da Lufthansa. Até lá, ambas as partes combinaram manter o silêncio.

A companhia aérea já havia anunciado nesta sexta-feira que não empregaria mais pessoal de cabine terceirizado em Berlim e que lhes ofereceria empregos permanentes. Esse era um dos principais pontos de reivindicação do sindicato.

Nicoley Baublies, presidente da UFO, ameaçou a Lufthansa com uma nova e extensa greve, caso a arbitragem não chegue a uma solução, informou a revista Focus. Caso a Lufthansa permaneça irredutível, "entraremos em greve a cada quatro dias, a cada 14 dias ou a cada três semanas", disse. O líder garantiu que o sindicato tem reservas suficientes para isso, após coletar contribuições de seus membros durante 20 anos.

Baublies pediu à companhia aérea que examinasse as sugestões apresentadas pelo sindicato para corte de gastos, o que representaria uma economia de 8%, equivalentes a 72 milhões de euros por ano com pessoal.

Além da briga contra a terceirização de trabalhadores, o sindicato reivindica um aumento salarial de 5% em um período de 15 meses. A Lufthansa, por sua vez, ofereceu um aumento de 3,5% em três anos.

LPF/dpa/rtr/dapd/afp
Revisão: Mariana Santos

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