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Economia

Greve da construção paralisa 400 obras na Alemanha

Depois dos metalúrgicos, agora é a vez dos trabalhadores da construção civil fazerem greve para dar mais força às suas reivindicações de aumento salarial. Os bancários também podem entrar em greve esta semana.

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Trabalhador observa letreiro da greve diante da embaixada da França

Mais de 8 mil trabalhadores da construção civil paralisaram o trabalho na primeira greve nesse setor na Alemanha nos últimos 50 anos. Ela atingiu 400 canteiros de obras, principalmente em Berlim, Hamburgo e na região industrial do Ruhr, lugares escolhidos pelo Sindicato da Construção Civil, IG-Bau. "Se as empreiteiras não apresentarem uma oferta melhor, vamos ampliar a greve pouco a pouco a todo o país", anunciou seu presidente, Klaus Wiesehügel, em uma manifestação na capital alemã, em frente do Portão de Brandemburgo.

A crise da construção e a luta pela sobrevivência

Os empregadores, por sua vez, acusaram o sindicato de agravar a situação do setor com as paralisações. A construção civil está em crise há vários anos na Alemanha. Segundo o sindicato, mais de meio milhão de empregos foram cortados desde 1995. Muitas construtoras lutam por sua sobrevivência. Por outro lado, floresce o trabalho ilegal de estrangeiros nas obras. Esta é a segunda greve este ano na Alemanha. A temporada de reivindicações trabalhistas foi inaugurada com a greve dos metalúrgicos em maio, encerrada após dez dias.

Os metalúrgicos exigiram 6,5% de aumento salarial e obtiveram 4% este ano e mais 3,1% em 2003. Para os 850 mil trabalhadores da construção, o sindicato exige 4,5%, enquanto os empregadores ofereceram 3% em 2002 e 2,1% no ano que vem. A maior controvérsia é em torno do aumento do piso salarial no leste alemão, rechaçado pelas empreiteiras.

Apesar do tom áspero das declarações, há sinais de que ambas as partes podem retornar em breve a mesa de negociações. A Federação das Indústrias da Construção Civil anunciou que irá apresentar uma nova proposta. Provavelmente serão retomadas as negociações ainda esta semana.

Bancários - Após anos de aumentos salariais que mal cobriram a inflação, a luta sindical inflamou-se na Alemanha. A próxima categoria que poderá entrar em greve é a dos bancários, cuja representação foi integrada ao gigantesco Sindicato Unido da Prestação de Serviços (ver.di). Os bancários decidem em votação nesta segunda-feira (17) sobre a realização de uma greve, que poderá ter início esta semana, segundo o ver.di.

Os bancários exigem 6,5%. A federação dos empregadores só quer conceder 3,1% e também pretende mudar o contrato coletivo de trabalho para pagar parte do salário conforme a produtividade dos funcionários, o que suscitou a resistência da categoria.

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