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Economia

Greve afeta produção de montadoras

A greve dos metalúrgicos do Leste da Alemanha entra hoje na sua quarta semana. A paralisação já afeta as montadoras do Oeste, por falta de autopeças.

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Faixa dos grevistas diante da moderna fábrica da Volkswagen em Dresden

Segundo fontes sindicais, a greve paralisou nesta segunda-feira (23) as linhas de montagem da Volkswagen em Dresden e Zwickau. A empresa de autopeças Cockpit também está parada, assim como várias outras do setor. A indústria automobilística emprega cerca 310 mil pessoas na Alemanha.

O movimento grevista dos metalúrgicos do Leste do país tem como principal objetivo reduzir a semana de trabalho para 35 horas. A greve interrompeu as linhas de montagem da BMW na Baviera (Regensburg e Munique).

A Federação da Indústria Automobilística (VDA) calcula que, por causa da greve, as montadoras do Leste estão deixando de produzir diariamente 1800 e as do Oeste 1370 veículos. Aproximadamente 10 mil trabalhadores do Oeste foram dispensados, a metade deles na fábrica da BMW em Munique.

Ameaças e intenções de acordo

O presidente da VDA, Bernd Gottschalk, criticou severamente o movimento grevista, afirmando que ele afeta a confiança do setor automobilístico no Leste da Alemanha. Depois da reunificação alemã, a indústria automobilística tornou-se o principal investidor nos estados da ex-Alemanha Oriental.

Segundo uma pesquisa da federação, 89% dos empresários afirmam que não gostariam de investir na Alemanha. Isto significa que 90% dos novos postos de trabalho seriam criados no exterior, principalmente no Leste da Europa e Leste da Ásia.

O vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos (IG Metall), Jürgen Peters, defendeu a greve e criticou a intransigência dos patrões. Ele afirmou que o sindicato resolveu entrar em greve por falta de alternativa: os empresários rejeitaram todas as propostas de negociação.

Peters reiterou que os metalúrgicos estão abertos a propostas e acordos. Embora o objetivo seja a redução da jornada de trabalho, isto não deverá acontecer de uma hora para outra, disse o vice-presidente do IG Metall. O sindicato propõe um plano a longo prazo e diversificado, de acordo com as empresas.

Prognósticos para 2003

Apesar da fraca conjuntura e dos conflitos trabalhistas, a indústria automobilística acredita que irá cumprir as metas estipuladas para 2003. Os prognósticos apontam 3,25 milhões de novos automóveis emplacados na Alemanha e 3,55 milhões de veículos exportados. A produção alemã poderá chegar a 5 milhões de veículos.

Os principais mercados externos do setor automobilístico perderam dinâmica. O mercado europeu deverá fechar o ano com queda de 4%, ficando um pouco abaixo de 14 milhões de veículos. Nos Estados Unidos, o número de automóveis licenciados deverá diminuir de 16,8 para 16 milhões. Os únicos mercados em expansão são o Leste da Europa e a Ásia.

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