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Economia

Gregos aprovam governo, mas correm aos bancos para sacar economias

Pesquisa mostra que maioria da população está satisfeita com a maneira como o primeiro-ministro Alexis Tsipras negocia com os credores. Mas o medo de que a Grécia saia do euro já tirou 20 bilhões das contas bancárias.

Quase um mês depois da eleição que levou o partido radical de esquerda Syriza ao poder, muitos gregos estão satisfeitos com o rumo adotado pelo novo governo, comandado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras. Mesmo quem não votou na legenda elogia a postura de não se curvar à tão odiada "troica" e, em vez disso, negociar de cabeça erguida.

Mas, ao mesmo tempo, muitas pessoas temem que o rumo de confronto com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) leve à saída da Grécia da zona do euro. Diante disso, elas preferem não correr riscos e sacam todas as economias que tinham nos bancos. Nas últimas semanas, mais de 20 bilhões de euros foram retirados.

Boa parte desse dinheiro vai parar nos lugares mais inusitados: enterrado no jardim, escondido atrás do azulejo do banheiro ou protegido dentro de um cofre no quarto de dormir. O raciocínio é simples: se a Grécia sair do euro e tiver que adotar uma moeda própria, quem tirou seu dinheiro não vai precisar passar por uma conversão e possível perda do valor economizado.

Só que guardar grandes quantias dentro de casa está longe de ser uma opção segura, por mais bem escondido que o dinheiro esteja. Criminosos já sabem da nova tendência. Um casal de idosos teve 62 mil euros roubados no início desta semana.

Por causa disso, muitas pessoas transferiram dinheiro para contas no exterior. Segundo um banqueiro anônimo citado pelo site de notícias alemão Tagesschau, os primeiros a sumir com o dinheiro foram os mais ricos. Ele disse que praticamente não existem mais contas com valores acima de 100 mil euros nos bancos gregos.

Uma boa parte desse dinheiro foi parar nos bancos de Londres, assegura. Outro destino comum, como sempre acontece em tempos de insegurança monetária, é o ouro. A situação é tão incerta que circula o boato de que o Banco Central Europeu vai limitar o fluxo de capital nos bancos gregos, estabelecendo um teto para saques e transferências.

Mesmo com toda essa insegurança e boataria, a maioria dos gregos aprova o rumo adotado por Tsipras. Numa pesquisa de opinião recente, 80% dos consultados acham que ele faz um bom trabalho, e 58% opinam que ele está negociando da maneira correta com os credores. Se as eleições fossem hoje, Tsipras alcançaria 45% dos votos, bem mais que os 36% que ele teve no fim de janeiro.

AS/dpa

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