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Alemanha

Greenpeace boicota Fórum Mundial de Economia

A entidade vai trocar o evento de Nova York pelo Fórum Social Mundial em Porto Alegre.

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"Davos é um blefe", diz representante do Greenpeace

A mais recente edição da revista semanal alemã Stern adianta a desistência da organização não governamental de proteção ao meio ambiente Greenpeace de participar do Fórum Mundial de Economia (WEF) deste ano. O evento vai ser realizado entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro, em Nova York. O encontro costumava ser feito na cidade de Davos, na Suíça.

A reunião de cúpula conta com a participação de mais de 2500 políticos de peso e presidentes das maiores multinacionais. Já estão confirmadas as presenças do presidente americano George Bush, do secretário geral da ONU, Kofi Annan e do chanceler alemão, Gerhard Schröder.

O evento foi classificado pelo Greenpeace como um blefe. "No último encontro, em Davos, a indústria automobilística garantiu que gostaria de aderir às determinações de proteção ao clima de Kyoto, mas depois se negou seguir os acordos", disse o diretor político do Greenpeace, Remi Parmentier. Ele completou acusando o setor de não transformar as promessas em ações, "os conglomerados pagam e dão a última palavra".

Para o fundador e presidente do WEF, o alemão Klaus Schwab, o boicote do Greenpeace foi um forte golpe para o encontro. Ele acredita que a participação de ONGs tem um papel muito importante no debate sobre as regras de integração das economias mundiais.

O presidente do Greenpeace, Gerd Leipold, afirmou que pretende participar do encontro de oposição ao evento de Nova York, o Fórum Social Mundial (WSF), previsto para ser realizado nos mesmos dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O WSF já foi realizado no ano passado e teve grande repercussão mundial. A expectativa é de que 50 mil pessoas participem este ano do Fórum Social Mundial no Brasil. Entre as personalidades de destaque com presença garantida estão Noam Chomsky, autor de mais de 30 livros sobre política, e Rigoberta Menchu, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 1992, pela luta em defesa dos direitos do povos indígenas da Guatemala, assessora da direção geral da Unesco.

Repercussão

A decisão do boicote tomada pelo Greenpeace foi aplaudida pelas organizações de combate à globalização. A entidade internacional Attac, que prega uma política social, ecológica e democrática para dar nova forma ao processo de globalização, acusava o Greenpeace de ser manipulado.

"Em Davos, foi encenado um diálogo para fingir que estavam tentando melhorar o mundo", disse Peter Streckeisen, porta-voz da Attac. Ele afirmou que o Fórum Mundial de Economia serve para semear uma ordem econômica mundial injusta.

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