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Mundo

Gravação atribuída ao líder do EI anuncia expansão do califado

"Estado Islâmico" divulga discurso com suposta voz de Baghdadi, que teria sido ferido em ataques aéreos americanos. Extremista pede "vulcões de jihad ” pelo mundo e diz que ofensiva ocidental fracassou.

A organização radical Estado Islâmico (EI) divulgou nesta quinta-feira (13/11) uma gravação atribuída a seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. No áudio, ele anuncia a expansão do califado aos países do Golfo Pérsico e do norte da África, onde, garante, outros grupos extremistas lhe juraram lealdade.

A gravação de 17 minutos é divulgada após relatos contraditórios de que Baghdadi teria sido ferido em uma das incursões aéreas americanas no Iraque. Na terça-feira, os Estados Unidos admitiram não poderem confirmar se ele foi morto ou ferido na ação, perto da cidade de Falluja.

No áudio, o líder terrorista convoca ataques contra os governantes da Arábia Saudita, dizendo que seu autodeclarado califado está se expandindo em terras sauditas e em quatro outros países árabes. Ele também declarou que a campanha militar liderada pelos EUA está fracassando, e pediu “vulcões de jihad (guerra santa)” pelo mundo afora.

"Damos a boa notícia da expansão do EI a Arábia Saudita, Iêmen, Egito, Líbia e Argélia, e anunciamos a aceitação de nossos irmãos que nos juraram lealdade nesses países", disse o líder extremista, que considerou os territórios citados como "províncias" de seu califado.

Desde que o Estado Islâmico lançou uma ofensiva no Iraque, em junho, a Arábia Saudita enviou milhares de soldados para a fronteira. Na época, o rei Abdullah prometeu tomar medidas para proteger a Arábia Saudita, classificando o grupo radical como uma organização terrorista.

A autenticidade do discurso divulgado nesta quinta-feira não foi confirmada, e a gravação não leva data. Porém, possui uma menção a um anúncio de 7 de novembro do presidente Barack Obama, na qual ele aprovou o envio de soldados adicionais ao Iraque.

Os jihadistas do EI, que declaram um califado no Iraque e na Síria, controlam partes dos dois países.

RPR/rpr/efe/afp

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