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Eleição na Alemanha

Grande coalizão começa negociando nomes

Merkel conta com respaldo total da bancada conservadora. Schröder precisou ser defendido pela ala de esquerda contra primeiras divergências internas. Negociações por grande coalizão enfocam nome do futuro premiê.

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Um dos dois, ambos por dois anos ou nenhum deles?

Após as primeiras sondagens dos grandes com os pequenos partidos não terem dado muito resultado, aproxima-se a hora de os dois maiores blocos parlamentares – social-democratas e democrata-cristãos – negociarem uma ampla coalizão de governo. O primeiro encontro foi marcado para quarta-feira (28/09), mas as especulações sobre a aliança entre atual governo e oposição dão margem a mais de uma solução.

"Numa democracia, nunca se deve dizer não"

Antes de começar a discutir a possível compatibilidade dos programas, os políticos discutem quem será o premiê. Apesar de a situação ser bastante dinâmica, daria para dizer que os conservadores ainda estão fechados em bloco por trás de sua candidata Angela Merkel, enquanto os social-democratas já começam a dar sinal de que imaginam governar sem Gerhard Schröder.

A ala de esquerda do Partido Social Democrata (SPD) e de sua respectiva bancada parlamentar já fez um apelo contra a retirada de apoio a Schröder. Após um encontro neste sábado (24/10), correligionários da ala de esquerda do partido advertiram que romper a unidade entre o programa eleitoral e a pessoa do atual premiê seria um erro grave.

Kurt Beck

Kurt Beck

A reação da esquerda do SPD foi provocada por vozes isoladas que aventaram com outro candidato social-democrata. "Numa democracia, nunca se deve dizer não", declarou o governador da Renânia do Norte-Palatinado e vice-presidente do SPD, Kurt Beck, justificando que a discussão dos programas tem que vir antes da fixação de nomes.

Dividir o bolo do poder

Christian Wulff

Christian Wulff

O fato de esta possibilidade ter sido aventada dentro do SPD agrada evidentemente aos democrata-cristãos, que não apenas apóiam em bloco a candidatura de Angela Merkel, como esperam a queda de Schröder. Alguns políticos conservadores chegaram a exigir que as negociações com os social-democratas fossem iniciadas apenas se estes dispensarem o atual premiê. O governador da Baixa Saxônia, Christian Wulff, excluiu a possibilidade de substituir Merkel como candidato e reiterou seu apoio a ela.

Enquanto os conservadores apostam na unidade, os social-democratas tentam achar uma solução através da divisão de poder. Uma alternativa cogitada por eles é rachar o mandato de quatro anos entre um candidato democrata-cristão e um social-democrata, sendo que Schröder seria o primeiro a assumir a chancelaria por dois anos.

Esta proposta, ainda informal, está sendo chamada de "modelo israelense", em alusão ao acordo de rotação dos dois maiores partidos de Israel (Partido Trabalhista e Likud) no poder em 1984. Os conservadores já excluíram a possibilidade de dividir o mandato com o SPD, alegando que isso não faz parte da tradição constitucional alemã.

Menores à distância

A preparação do diálogo entre as duas maiores bancadas no Parlamento alemão começou a aquecer após o fracasso das negociações entre grandes e pequenos. Os liberais se recusaram desde cedo a compor com o atual governo. Os verdes, por sua vez, se reuniram com os democrata-cristãos, mas a incompatibilidade dos programas fez do encontro um gesto meramente retórico.

A esquerda pós-comunista vem se mostrando cada vez mais aberta a negociar com a atual coalizão de governo, mas ainda não recebeu nenhum sinal de aceitação, a não ser por parte de poucos políticos verdes. Na próxima semana, os partidos maiores prometem dominar a cena política na Alemanha.

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