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Mundo

Grécia recorre a fundo de emergência e paga parcela da dívida com o FMI

Para quitar parcela da dívida, Atenas lança mão de reservas de emergência e diz que pode ficar sem liquidez em questão de semanas. Em vez de acalmar credores, pagamento evidencia gravidade da situação grega.

Membros do governo da Grécia admitiram que o país precisou recorrer a reservas de emergência para pagar o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira (12/05). A quitação da parcela de 750 milhões de euros afastou temores de um calote e da saída da Grécia da zona do euro, mas as declarações também aumentaram a pressão para um acordo sobre o resgate financeiro com os credores da União Europeia e do FMI.

Uma fonte do governo grego afirmou que 650 milhões de euros vieram dos fundos de emergência e outros 100 milhões, das reservas financeiras do país. Ao invés de acalmar os investidores, a notícia de que a Grécia precisou raspar os cofres para pagar o FMI deixou o mercado ainda mais tenso. Afinal, o país ainda tem que pagar cerca de 1,5 bilhão de euros ao FMI em junho e outros 3 bilhões de euros ao Banco Central Europeu em julho e agosto.

O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, alertou que seu país arrisca ficar sem liquidez nas próximas semanas, caso não chegue a um acordo com os credores internacionais. Ele qualificou a situação como "terrivelmente urgente".

Nos últimos dias, houve dúvidas se o governo grego pagaria o FMI ou se optaria por guardar o dinheiro para honrar pagamentos de salários e pensões no final deste mês, em meio a especulações de que Atenas poderia dar um calote de parte da sua dívida de 325 bilhões de euros.

Todos os países-membros do FMI possuem duas contas: uma destinada ao depósito das quotas anuais e outra que pode ser utilizada em situações de extrema emergência. Segundo especialistas, a Grécia deverá reabastecer esse fundo o mais rápido possível.

Brüssel Yanis Varoufakis Statement

Varoufakis: "situação é terrivelmente urgente"

Pressão por acordo

A Grécia vem há meses negociando com os credores, tentando assegurar condições mais favoráveis para o pagamento de sua dívida. Atenas insiste que as autoridades europeias reconheçam os progressos da reforma na economia grega e desbloqueiem os 7,2 bilhões de euros restantes do resgate financeiro. Os credores, porém, se recusam a liberar o valor até que os gregos se comprometam a realizar algumas reformas econômicas.

Após conversações realizadas nesta segunda-feira, os representantes do

Eurogrupo

, formado pelos ministros das Finanças da zona do euro, afirmaram que as partes ainda não estão próximas de um acordo abrangente.

"Precisamos de mais tempo para tapar as lacunas que faltam", afirmou o presidente do Eurogrupo, Jeroen Djisselbloem. Ainda assim, ele ressaltou que as negociações com a nova equipe econômica têm sido "mais eficazes, mais positivas e mais conclusivas". "Estamos progredindo rapidamente" observou.

O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras planeja algumas concessões para conquistar a confiança dos credores, como a criação de uma nova taxa de IVA e restrições a aposentadoria prematura, além de um impopular imposto sobre propriedade que permitirá ao governo economizar bilhões de euros.

RC/afp/rtr

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