Grécia receberá 110 bilhões de euros em ajuda internacional | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 02.05.2010
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Grécia receberá 110 bilhões de euros em ajuda internacional

Para receber ajuda externa que a salvará da falência, a Grécia se compromete a economizar 30 bilhões de euros até 2013. Plano de austeridade prevê aumento de impostos e cortes nos vencimentos do setor público.

default

UE ajudará Atenas

Os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram neste domingo (02/05), em Bruxelas, um plano de ajuda à Grécia de 110 bilhões de euros em três anos, anunciou o presidente do grupo de moeda comum, Jean-Claude Juncker.

Os países da zona do euro irão disponibilizar 80 bilhões de euros e o Fundo Monetário Internacional (FMI), 30 bilhões. A Alemanha irá participar com 22,4 bilhões de euros nos próximos três anos, disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, após a reunião com seus colegas de pasta em Bruxelas neste domingo.

A ajuda será ratificada num encontro extraordinário de cúpula dos chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) na próxima sexta-feira (7/05) em Bruxelas, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Grécia promete mais austeridade

Griechenland / Sparschwein / Schuldenkrise

Grécia: plano ambicioso

Para receber a ajuda internacional, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciou na manhã de domingo em Atenas um plano de austeridade para economizar 30 bilhões de euros nos próximos três anos.

A promessa foi fruto de uma negociação iniciada em 21 de abril com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE). Com a ajuda internacional, o déficit público de Atenas deverá ser reduzido dos atuais 13,6% para 3%.

Para os 11 milhões de gregos, as consequências imediatas são novos aumentos de impostos e cortes salariais. Segundo o ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou, os cortes nos vencimentos dos funcionários e servidores públicos serão de 8% (em março, houve uma redução de 7%).

Diferentemente da maioria dos países da União Europeia (UE), suplementos salariais e bonificações perfazem 80% dos vencimentos mensais do setor público na Grécia. Tais extras já haviam sido reduzidos em março último.

O Imposto sobre Valor Agregado irá subir pela segunda vez em 2010, de 21% para 23%. Pela terceira vez neste ano, os impostos sobre imóveis de luxo, carros de luxo e piscinas serão aumentados. O imposto sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis terá um aumento de 10%.

Papandreou otimista

"Não é hora de pensar nos custos políticos", disse o primeiro-ministro, que prometeu fazer de tudo para a Grécia reencontrar seu caminho. Pouco antes, numa reunião com seus ministros, o premiê havia dito que a "tarefa principal é o salvamento da pátria". "Temos anos difíceis pela frente (…), mas vamos conseguir", disse Papandreou.

Griechenland Papandreou Sparpaket

Papandreou: 'salvar a pátria' é a tarefa principal

Em comunicado expedido neste domingo, o Banco Central Europeu saudou o "o ambicioso" plano de austeridade negociado entre a Grécia, a União Europeia e o FMI, considerando que "contempla as relevantes mudanças de política de uma forma decisiva", pelo que vai "ajudar a restaurar a confiança e a salvaguardar a estabilidade financeira na zona euro".

Também o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, elogiou o novo pacote de austeridade planejado pela Grécia, que qualificou de "amplo e convincente".

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, manifestou-se confiante que o euro vai manter-se estável com a aplicação do "muito ambicioso" plano de austeridade aceito pela Grécia para receber ajuda internacional.

"Penso que esse programa é a única possibilidade que temos de voltar a garantir a estabilidade do euro", disse Merkel. A chefe do governo alemão considerou o plano "exigente" e de longo prazo, que faz com que a Grécia tenha pela frente um caminho "difícil, mas inevitável". Merkel disse também que vai se esforçar para que a ajuda alemã à Grécia seja liberada na próxima sexta-feira.

RW/dw/lusa/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados