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Mundo

Grécia inicia semana decisiva em meio a protestos contra austeridade

Protestos e greves pressionam governo grego na semana em que Atenas tenta aprovar cortes para garantir liberação de nova parcela de ajuda financeira. Parlamento votará pacote de austeridade na quarta-feira.

Os trabalhadores gregos iniciaram nesta segunda-feira (05/11) uma onda de greves, em protesto contra novas medidas de austeridade do governo. Funcionários do metrô, trens e até mesmo taxistas cruzaram os braços em Atenas, fazendo com que milhares chegassem atrasados no trabalho.

Jornalistas de diversas mídias também iniciaram paralisação de 24 horas, causando um apagão de notícias em rádios e canais de televisão. Funcionários da estatal de eletricidade Dei planejam começar à noite uma greve de pelo menos 48 horas. Hospitais atendem nesta segunda-feira apenas em regime de emergência. O serviço de coleta de lixo também não funcionou.

As paralisações devem se intensificar a partir de terça-feira. As centrais sindicais GSEE e Adedy convocaram uma greve geral de 48 horas em todo país, acompanhada de manifestações no centro de Atenas. Nesses dias, também devem aderir à paralisação bancários e marinheiros, além dos funcionários públicos e professores.

Na terça-feira, linhas de ônibus deverão deixar de circular em Atenas, paralisando completamente o transporte público na capital. Barcas para as ilhas gregas planejam interromper o serviço por 48 horas. O tráfego aéreo pode sofrer severos atrasos na terça, devido à paralisação dos controladores de voo, entre 9h e 12h.

Votação na quarta-feira

Os sindicatos se opõem ao projeto de lei que prevê cortes adicionais de 13,5 bilhões de euros até 2016, o qual será levado ao Parlamento grego na quarta-feira. O texto determina, entre outras coisas, reduções de salários e aposentadorias, cortes no funcionalismo público e medidas para flexibilização do mercado de trabalho.

Dessa forma, o governo grego pretende atender às reivindicações dos credores da troica, formada por União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. A implementação de reformas é condição para que a Grécia receba a próxima parcela de ajuda financeira, com objetivo de tentar evitar uma falência estatal.

Proteste gegen Besuch von Angela Merkel in Athen

Auge dos protestos será manifestação na quarta-feira, diante do Parlamento

Apesar do descontentamento popular deixado pelos quatro anos de recessão que já destruíram um quinto da economia e deixaram um quarto da população sem emprego, o pacote deve ser aprovado pelo Parlamento, ainda que por pequena margem.

"Estes serão os últimos cortes de salários e pensões", prometeu o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, em um discurso diante dos membros de seu partido de centro-direita, Nova Democracia. "Prometemos evitar a saída do país do euro e é isso que estamos fazendo. Temos dado prioridade absoluta a esta causa, porque se não conseguirmos, todo o resto não fará mais sentido." Sem a nova parcela de ajuda, a Grécia não será capaz de honrar compromissos que vencem dia 16 de novembro.

Popularidade em queda

Uma pesquisa divulgada na sexta-feira indicou que o apoio popular ao partido Nova Democracia caiu para 22%, dos 30% obtidos na eleição de junho. Seu parceiro de coalizão, o socialista Pasok, caiu de 12,3% para 7%. O partido menor da aliança, a Esquerda Democrática, prometeu permanecer no governo, mas rejeita os planos previstos, de cortes de salários e de pagamentos de indenizações trabalhistas. 

O Pasok luta para angariar apoio para as medidas desde que um dos seus deputados deixou o partido em protesto contra as medidas de privatização, diminuindo a bancada para 32 deputados, dos quais cinco afirmaram que não apoiarão as novas reformas.

Sem eles, Nova Democracia e Pasok somam 154 dos 300 votos do Parlamento. A Esquerda Democrática aparentemente se absterá na votação de quarta-feira. "As medidas vão passar, mas a votação será tão apertada que vai levantar questões sobre a viabilidade futura do governo", disse Costas Panagopoulos, diretor da agência de pesquisas de opinião Alco Polls.  

MD/dpa/rtr/afp
Revisão: Francis França

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