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Mundo

Grécia enfrenta negociações difíceis em Bruxelas

Ministros das Finanças da Alemanha e de Portugal insistem que Atenas aceite uma a extensão do programa de ajuda financeira. Reunião desta sexta-feira deverá ser decisiva para o futuro econômico da Grécia.

O tempo está se esgotando para a Grécia. A uma semana do prazo final para a extensão do programa de resgate financeiro ao país, ainda não há acordo sobre o um novo pacote de ajuda. O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, enfrenta nesta sexta-feira (20/02) difíceis negociações com seus colegas europeus.

A Grécia enviou na quinta-feira ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, uma

carta solicitando a extensão do financiamento europeu

e afirmando que Atenas se comprometeria a honrar suas dívidas e a não adotar medidas unilaterais que pudessem minar metas fiscais acordadas.

Em Berlim, a proposta grega foi

rapidamente rejeitada pelo ministério das Finanças

. Martin Jäger, porta-voz do ministro Wolfgang Schläuble, afirmou que "a carta de Atenas não propõe soluções substanciais" para o impasse com os parceiros europeus.

"A carta não satisfaz os critérios estabelecidos pelo Eurogrupo", disse Jäger. Em um documento oficial a que o governo grego teve acesso, autoridades alemãs chamaram a proposta grega de "um cavalo de Troia" com a intenção de acabar com o programa atual.

Em uma longa conversa telefônica com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, nesta quinta-feira, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, tentou acalmar os ânimos. O objetivo do telefonema entre os dois líderes era de "encontrar uma solução mútua e benéfica para a Grécia e para a zona do euro", segundo uma fonte do governo grego, ressaltando que a conversa ocorreu em um "clima positivo".

O telefonema entre Merkel e Tsipras ajudou a acalmar os mercados financeiros, que acompanham de perto o desenrolar da reunião desta sexta-feira.

Experiência portuguesa

A ministra portuguesa das Finanças, Maria Luís Albuquerque, exige que Atenas cumpra com suas obrigações. "Há um quadro dentro do qual estamos dispostos a trabalhar com o governo grego", afirmou a ministra ao jornal alemão Handelsblatt, ressaltando que este quadro é o programa já existente.

Ela conta que, em 2011, após a mudança de governo em Portugal em plena crise do euro, o país propôs ajustes ao programa que já estava em prática. "Esse caminho também está aberto à Grécia. Sabemos por experiência própria que essas medidas são duras", afirmou.

Os Estados Unidos também pressionaram a União Europeia e a Grécia para que as duas partes cheguem a um acordo, alertando que para tal será necessário um "comprometimento vigoroso dos dois lados". Uma autoridade do Tesouro americano afirmou que um entendimento "é importante para o euro e para a economia global".

RC/dpa/afp

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