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Mundo

Grécia enfrenta greve geral

Trabalhadores protestam contra medidas de austeridade previstas no terceiro pacote de resgate e paralisam diversos setores. Esta é a primeira greve durante o governo de Tsipras.

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Protestos reuniram 25 mil pessoas em Atenas

A Grécia enfrentou nesta quinta-feira (12/11) uma greve geral e uma série de protestos contra as medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais em troca do terceiro pacote de resgate, de cerca de 86 bilhões de euros.

Essa foi a primeira paralisação durante o governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, que foi reeleito em setembro com a promessa de diminuir o impacto das medidas de austeridade.

A greve de 24 horas, convocada por sindicatos dos setores público e privado, afetou os voos domésticos, os sistemas de saúde e educação, repartições públicas e o transporte coletivo, incluindo ônibus e metrô. Escolas, museus e pontos turísticos amanheceram fechados. Hospitais e farmácias só atenderam emergências. Emissoras de televisão e rádio cancelaram a programação jornalística.

Paralelamente à greve, os gregos foram às ruas para protestar contra o aumento de impostos e os cortes nas aposentadorias. Em Atenas, os protestos reuniram cerca de 25 mil pessoas, segundo a polícia.

Manifestantes e a polícia entraram em confronto na praça Syntagma, localizada em frente ao Parlamento. Um grupo lançou bombas incendiárias contra policiais, que responderam com gás lacrimogêneo. Três pessoas foram detidas.

Protestos foram organizados também em outras regiões do país. Em Salonica, a segunda maior cidade grega, a marcha reuniu cerca de 10 mil manifestantes.

Griechenland Generalstreik gegen Sparmaßnahmen

Transporte público na capital também foi afetado pela greve

Marcas profundas

Cinco anos de austeridade, desde o primeiro pacote de resgate em 2010, deixaram marcas profundas no país. Cerca de um quatro da população está desempregada.

Tsipras chegou ao poder em janeiro, prometendo acabar com a austeridade. No entanto, diante da precária situação das finanças gregas e da perspectiva de exclusão da zona do euro, o primeiro-ministro teve que recuar e aceitar as reformas impopulares propostas pelos credores da Grécia – a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na época, o primeiro-ministro disse que não teve escolha a não ser concordar com as medidas de austeridades para evitar a falência do país. Com a decisão, Tsipras causou revolta dentro do próprio partido, o Syriza, e acabou renunciando em agosto. A população, porém, continuou apoiando o líder, que foi reeleito nas eleições antecipadas de setembro.

A greve e os protestos desta quinta-feira contaram também com o apoio de setores do partido do premiê. De acordo com o parlamentar Tasos Kurakis, eleito pelo Syriza, a grande participação na greve fortalece a posição de Atenas perante os credores internacionais.

A avaliação da implementação do terceiro pacote de regaste foi retomada nesta quarta-feira por credores e governo grego.

CN/rtr/ap/afp/lusa

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