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Mundo

Grécia concorda em retomar negociações com a "troica"

Governo grego e representantes das "instituições" voltam a se reunir para discutir detalhes das reformas e do plano de austeridade. Até o acerto, não haverá novos pagamentos.

A Grécia concordou nesta segunda-feira (09/03) em iniciar conversações técnicas sobre as reformas econômicas com representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), a antiga troica, agora chamada de "instituições".

O anúncio foi feito depois de uma reunião de ministros das Finanças da zona do euro, em Bruxelas, na qual o governo grego detalhou as reformas que pretende fazer em troca de mais ajuda financeira.

Depois de uma longa pausa, as negociações principais serão realizadas na capital belga, a partir de quarta-feira, mas equipes de credores da Grécia também estarão em Atenas, comunicou o chefe do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que também é o ministro das Finanças da Holanda.

"Passamos duas semanas discutindo quem encontra com quem, onde e em qual formato, e foi um completo desperdício de tempo", disse Dijsselbloem. "Concordamos hoje que não há mais tempo a perder. As discussões entre o governo grego e as instituições vão começar na quarta-feira, em Bruxelas. Em paralelo, equipes técnicas das instituições serão recebidas em Atenas".

O governo grego confirmou a retomada das negociações e disse que o resultado das conversações em Bruxelas foi "positivo", notando uma "vontade de resolver rapidamente" o problema financeiro da Grécia.

Segundo o próprio governo grego, o país precisa urgentemente de mais dinheiro. No entanto, os restantes bilhões de euros em ajuda dos parceiros europeus estão previamente congelados. Condições prévias, como reformas e compromissos com a austeridade fiscal, não foram cumpridas. "Não haverá pagamento antes que a revisão da extensão do programa de ajuda estiver concluído", disse uma fonte do BCE.

No mês passado, os ministros concordaram em estender o atual resgate financeiro da Grécia até junho, sob a exigência de que Atenas apresentasse propostas adequadas contra corrupção, evasão fiscal e o rombo dos cofres públicos.

PV/afp/dpa/rtr/ap

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