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Mundo

Grécia avalia pedir extensão de empréstimo

Em vez do atual programa de resgate, gregos preferem estender por mais seis meses apenas o financiamento europeu, deixando de lado as rigorosas medidas de austeridade. UE deu prazo até sexta para a Grécia se decidir.

O governo da Grécia analisa a possibilidade de pedir a extensão do financiamento europeu, mas sem que isso envolva uma prorrogação do plano de resgate, disseram nesta terça-feira (17/02), de forma anônima, pessoas ligadas ao governo.

As declarações foram dadas um dia depois do ultimato dos ministros das Finanças da zona do euro, que deram à Grécia tempo até esta sexta-feira para entrar com um pedido de extensão do atual programa de resgate, em vigor desde 2010 e que inclui rigorosas medidas de austeridade.

Segundo a televisão pública Nerit, o governo em Atenas vai enviar na quarta-feira uma carta a Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, para pedir uma extensão de seis meses do acordo de financiamento, que poderá ter a forma de um programa intermediário.

De acordo com a Nerit, as autoridades gregas iriam se comprometer, durante um período de seis meses, a absterem-se de uma ação unilateral e a trabalharem com os seus parceiros europeus e internacionais para uma reorganização da economia grega.

Se o pedido se confirmar, a Grécia estará fazendo um clara distinção entre a linha de crédito europeia e o programa de resgate, que inclui também as medidas de reforma estrutural e consolidação orçamentária.

A Grécia e os líderes da zona do euro tentam desde a semana passada encontrar uma solução para a continuidade da ajuda ao país, que termina em 28 de fevereiro.

Numa reunião dos ministros das Finanças da zona do euro, nesta segunda-feira em Bruxelas, o representante grego não aceitou um texto proposto pelos seus demais parceiros pedindo-lhe que continue a aplicar o programa de ajuda e as medidas de austeridade que ele implica.

O governo do partido de esquerda radical Syriza se comprometeu a acabar com as medidas de austeridade, que, segundo ele, provocaram "uma crise humanitária" e asfixiam a economia.

O primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou para sexta-feira a votação parlamentar das primeiras medidas sociais, contrárias ao espírito do programa de ajuda.

Já a Comissão Europeia reiterou a vontade de chegar a um acordo com a Grécia sobre o programa de assistência ao país, alertando que um recuo nos progressos conseguidos até agora teria um efeito negativo.

AS/lusa/dpa/efe

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