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Mundo

Grécia aprova novas medidas de austeridade em meio a protestos violentos

Com estreita maioria, deputados aprovam pacote de medidas para economizar 18,5 bilhões de euros do orçamento público até 2016. Mais de 70 mil protestam em frente ao Parlamento.

Os deputados gregos aprovaram na noite desta quarta-feira (07/11), com uma estreita maioria, um plano plurianual de austeridade exigido pelos credores internacionais, apesar da contestação de mais de 70 mil manifestantes em frente ao Parlamento.

Mais de 150 deputados dos partidos conservador e socialista, que apoiam o governo grego de coalizão, aprovaram medidas que preveem cortes de mais de 18 bilhões de euros até 2016, atendendo às  exigências da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que seja liberada uma nova parcela de apoio financeiro.

O governo viu a sua maioria de 176 votos ser reduzida a 153 devido à dissidência de seis deputados socialistas e de um conservador. Além disso, 15 deputados do Esquerda Democrática, o pequeno partido de esquerda moderada que integra a coalizão, abstiveram-se, como já tinham anunciado, e um outro votou contra.

A legislação, que será implementada em 2016, inclui cortes de gastos públicos, aumento de impostos e medidas que tornam mais fácil contratar e despedir trabalhadores.

O projeto precede a votação do orçamento público de 2013, que deverá ser aprovado neste domingo. A nova legislação orçamental, se aprovada, irá desbloquear 31,5 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, para ajudar os bancos gregos e para o pagamentos de empréstimos do governo.

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A votação foi acompanhada de protestos violentos em Atenas

Milhares em protesto

Cerca de 70 mil manifestantes enfrentaram a chuva em Atenas e se reuniram em frente ao Parlamento, segurando bandeiras e cartazes que diziam: "Lutem! Eles estão bebendo nosso sangue!".

A polícia disparou gás lacrimogêneo e canhões de água em alguns dos manifestantes. Foi a primeira vez que tais medidas foram adotadas num protesto anti-austeridade na Grécia.

Alguns manifestantes atiraram coquetéis molotov e pedras contra a polícia e tentaram romper a barreira e invadir o Parlamento.

Os protestos aconteceram em meio a uma greve de dois dias que suspendeu o transporte público, fechou escolas, bancos e escritórios do governo e paralisou o recolhimento de lixo, que se acumula nas ruas.

AFN/afp/rtr/ap/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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