Grécia aprova controverso pacote de austeridade | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.05.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Grécia aprova controverso pacote de austeridade

Conjunto de reformas que prevê redução de pensões e aumento de impostos é exigido por credores internacionais em troca de resgate financeiro. Atenas pretende poupar 5,4 bilhões de euros até 2018.

Primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, durante discurso no Parlamento

Primeiro-ministro Alexis Tsipras durante discurso no Parlamento

O Parlamento grego aprovou na madrugada desta segunda-feira (09/05) um controverso pacote de reforma fiscal e de pensões, proposto pelo governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras no âmbito dos compromissos assumidos com os credores internacionais do país.

A proposta foi aprovada por pouco: 153 legisladores do partido governante Syriza e de legendas aliadas votaram a favor, enquanto todos os partidos da oposição, incluindo a Nova Democracia, votaram contra a lei, que é contestada pelos sindicatos. O Parlamento grego possui 300 assentos.

Indignação com os propostos cortes orçamentários haviam provocado protestos nas ruas de Atenas, neste domingo – os mais recentes de uma série de manifestações e greves gerais que atingiram a Grécia.

Muito gregos se opõem às medidas de austeridade. O pacote prevê a redução das pensões mais elevadas, a fusão dos diferentes sistemas de pensões, e o aumento das contribuições, dos impostos e da tributação especial para os rendimentos médios e altos.

Bilhões economizados

Com a proposta, o governo pretende economizar 5,4 bilhões de euros até 2018 e, assim, alcançar um superávit primário de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), como prevê o programa do terceiro resgate financeiro do país.

Espera-se poupar 1,8 bilhão de euros com os cortes nas pensões, enquanto reformas fiscais devem aliviar os cofres públicos em outro 1,8 bilhão de euros. O restante, o governo espera recolher por meio de impostos indiretos.

A União Europeia (UE) e os credores internacionais exigem medidas e reformas rígidas na Grécia em troca de um resgate de 86 bilhões de euros, acordado em julho de 2015. Trata-se do terceiro resgate financeiro para a endividada Atenas desde 2010.

Antes da votação, Tsipras defendeu as medidas, afirmando que estas iriam poupar os mais pobres, além de impedir que o sistema de segurança social entre em colapso em poucos anos. "O sistema requer reformas que os governos anteriores não se atreveram a realizar", disse, no Parlamento.

O projeto intitulado "Um sistema integrado de segurança social, reforma do sistema das pensões e regulação do imposto de renda" foi votado horas antes de os ministros das Finanças da zona do euro, o chamado Eurogrupo, se reunirem extraordinariamente nesta segunda-feira. A agenda do encontro em Bruxelas será dedicada ao novo pacote de austeridade na Grécia.

PV/lusa/afp/dpa/ap

Leia mais