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Economia

Grã-Bretanha rejeita provisoriamente o euro

Numa decisão considerada histórica, o governo britânico adiou o plebiscito sobre a adesão ao euro. Premiê Tony Blair afirma que consulta poderá ser realizada no próximo ano.

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Tony Blair (esq.) e o ministro britânico das Finanças, Gordon Brown, explicam porque a Grã-Bretanha ainda não quer entrar na zona do euro

Não é dessa vez que a Grã-Bretanha irá aderir ao euro, anunciou na segunda-feira (09/06/2003) o ministro britânico das Finanças, Gordon Brown. Ele alegou que o país só cumpriu um dos cinco critérios econômicos que possibilitavam esta adesão. As economias da zona do euro e da Grã-Bretanha ainda não estão convergindo o suficiente para justificar a adoção da moeda única européia.

Na terça-feira (10/06/2003), o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, afirmou que um plebiscito sobre o euro poderia ser realizado já no próximo ano. Entretanto, seu ministro das Finanças deixou claro que tudo dependerá dos "testes" econômicos que serão realizados a cada ano, para avaliar a capacidade da economia britânica em aderir à moeda única européia.

A Grã-Bretanha realiza mais de 50% do seu comércio exterior com a Europa e três milhões de postos de trabalho dependem diretamente deste comércio.

Tony Blair, é um dos mais fervorosos defensores da participação na zona do euro. Mas o problema é falta de confiança da população britânica na moeda comum européia. Segundo uma pesquisa recente, 68% dos britânicos rejeitam o euro.

Reações européias

Em Bruxelas, a Comissão Européia não mostrou na terça-feira grande preocupação sobre a decisão do governo britânico. O esforço do ministro das Finanças em prosseguir os "testes" econômicos é um prova de que os temas europeus continuam na ordem do dia.

Da mesma forma, o governo alemão considera positivo que o governo britânico tenha esclarecido os próximos passos visando a adesão ao euro, afirmou um porta-voz do ministro das Finanças, Hans Eichel (SPD). "Esperamos que o governo realize as reformas necessárias para que os testes sejam positivos no próximos anos e abram caminho para um plebiscito", acrescentou a porta-voz.

Banqueiro enfurecido

Nobert Walter, diretor econômico do Deutsche Bank, fez severas críticas à decisão britânica. Os cinco critérios que o governo estabeleceu para a adesão ao euro são, segundo ele, o maior disparate.

Se os britânicos fazem a sua própria política monetária, é óbvio que há diferenças de juros e outros índices conjunturais, afirmou Walter. "E querer vincular essas diferenças às condições de adesão é pura besteira – e isso os ingleses também sabem", disse ele.

O diretor do Deutsche Bank não poupou críticas à população britânica. Os que rejeitam o euro ainda estão vivendo na Commonwealth (a comunidade formada pela Grã-Bretanha e suas ex-colônias) e não na União Européia.

Norbert Walter descarregou: os ingleses não são parceiros confiáveis e nem construtivos da União Européia. Seria bom que os responsáveis pela EU deixassem isso bem claro.

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