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Alemanha

Grávidas alemãs tentam retardar parto para 2007

Apesar da contra-indicação de médicos e parteiras, muitas grávidas alemãs estão fazendo o possível para dar à luz só após a virada do ano, quando entra em vigor um generoso programa governamental de ajuda financeira.

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Diferença pode chegar a 25 mil euros

Quando o relógio marcar zero hora de 1º de janeiro de 2007, entrará em vigor o Elterngeld , o novo programa de apoio à família criado pelo governo alemão para combater os baixos níveis de natalidade e o crescimento negativo da população. O valor total disponibilizado aos pais, que pode passar de 25 mil euros, é motivo suficiente para muitas mulheres fazerem o possível para adiar o parto.

Em vez dos atuais 300 euros por mês durante dois anos, os pais que reduzirem sua jornada de trabalho para se dedicar aos recém-nascidos receberão dois terços de seu salário mensal líquido (até um limite de 1.800 euros mensais) por um período de 12 meses. O benefício pode ainda ser estendido para 14 meses se tanto o pai quanto a mãe optarem pela pausa profissional.

Desempregados, estudantes e pessoas de baixa renda poderão solicitar um valor mínimo de 300 euros. Um dos pontos mais criticados pela oposição é que, justamente para estes que mais precisam, o valor do benefício permanece o mesmo, embora a duração seja reduzida pela metade.

Quem pode, adia o parto

Conforme se aproxima o fim do ano, as linhas de atendimento telefônico das repartições públicas responsáveis trabalham a todo vapor. Só o Estado da Renânia do Norte-Vestfália, por exemplo, recebe cerca de 1.500 telefonemas de pais interessados a cada dia.

Os hospitais também se preparam para um alto movimento na virada de ano. O complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, manterá seu quadro completo de funcionários à disposição. No hospital universitário de Munique, há um grande número de cesarianas marcadas para os dias 2 e 3 de janeiro, informa o chefe do departamento ginecológico, Klaus Friese.

Médicos e parteiras advertem

Quem pode, adia o parto. No entanto, médicos e parteiras alertam para os riscos de retardar artificialmente um parto normal. "A Mãe Natureza sabe quando é a melhor hora para uma criança nascer. Adiar artificialmente o parto pode prejudicar a saúde do bebê", afirma Christian Albring, presidente da Associação Alemã dos Ginecologistas, alertando que a placenta tem vida curta, o que poderia afetar o abastecimento do feto.

Além disso, o sucesso do tratamento não é garantido. "Fortes contrações não podem ser contidas nem com altas doses de medicamentos", avisa a professora Cosima Brucker, chefe do hospital universitário de Nurembergue.

Mas, se a paciente chegar à sala cirúrgica poucos minutos antes da meia-noite, as chances aumentam. "Se estiver tudo bem com a freqüência cardíaca do bebê, é possível conter uma contração", explica Friese.

Aos que quiserem prolongar a gestação mudando de comportamento, os médios recomendam muito repouso. "É bom evitar banhos quentes e lavagens internas", aconselha Friese. Evitar o estresse, bem como atividades físicas e sexuais, também pode ajudar a adiar as dores do parto.

Mas tanto médicos quanto parteiras alertam: a ingestão de magnésio e outras substâncias normalmente empregadas no caso de partos precoces poderia pôr em risco a saúde do bebê.

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