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Alemanha

GP da Europa: 1º ponto alto da temporada

Na primeira prova depois de ter assumido a liderança do campeonato, Michael Schumacher pode conseguir mais um recorde para sua carreira. Nürburgring continua sendo uma atração, mas sofre os reflexos da crise econômica.

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Na expectativa de novo recorde: Michael Schumacher

Pilotos e motores alemães estão afiados para o GP da Europa, que deve atrair mais de 300 mil espectadores, no domingo (29/06), ao lendário Nürburgring, em cuja lista de campeões o nome mais recente é o de Rubens Barrichello, vencedor em 2002. No centro das atenções, para esta primeira competição "em casa" nesta temporada, Michael Schumacher. Para ele, que já venceu três vezes no tradicional circuito, correr no Nürburgring "é sempre algo de especial".

Desta vez, além da expectativa de manter a liderança conquistada apenas no GP passado, quando chegou em primeiro lugar, no Canadá, na frente do irmão Ralf, Schumi pode acrescentar mais um recorde a sua longa lista de grandes feitos. Tendo colecionado já 999 pontos em sua carreira, ele pode se tornar, neste fim de semana, o primeiro piloto da história da Fórmula 1 a ultrapassar a marca mágica dos 1000 pontos. E conquistar, ao mesmo tempo, sua vitória de número 50 para a Ferrari. "Tudo isso é uma maravilha, mas só gosto de falar das coisas quando elas se tornam realidade", refreia o piloto o entusiasmo.

Reflexos da crise — O número absoluto de espectadores — 300 mil — sem dúvida impressiona, e o índice com relação à capacidade total — 90% — é algo com que outros autódromos no mundo afora podem apenas sonhar. A verdade, porém, é que o Nürburgring está sentindo as conseqüências da crise econômica. Ainda no ano passado, 350 mil fãs compareceram ao GP Europa.

Cai, portanto, o número de pessoas dispostas a pagar de 200 a 300 euros pelos ingressos, bem como o de firmas que presenteiam parceiros de negócios com um lugar no camarote, entre 2500 e 6000 euros pelo fim de semana. Já no GP de Mônaco, muitos dos lugares destinados aos VIPs ficaram desocupados.

"Estamos agora numa tesoura entre uma demanda levemente em recuo e custos crescentes", afirma Walter Kafitz, diretor da operadora do Nürburgring. Mas ele relativiza, lembrando que ainda se trata do maior evento esportivo da Alemanha, no que diz respeito às multidões que atrai para o autódromo e para diante dos televisores.

A realização do GP é de grande importância econômica para a região, considerando que mais de 3000 postos de trabalho dependem direta ou indiretamente do autódromo, que no ano passado completou 75 anos de existência. Só no fim de semana da Fórmula 1, o faturamento no entorno de 50 quilômetros alcança a soma de 70 milhões de euros. Kafitz está confiante num prolongamento do contrato com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que expira em 2004.

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