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Conflito

DW (ako/kis/sv)17 de janeiro de 2009

Encontro de governos russo e ucraniano pode ser decisivo para pôr fim a conflito em torno do abastecimento de gás na Europa. Putin reafirmou após encontro com Merkel disponibilidade em encontrar solução para o problema.

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Conflito em torno do gás: solução à vista?Foto: AP

O encontro de cúpula deste sábado (17/01), em Moscou, pode levar a uma normalização do abastecimento de gás na Europa. Para a reunião, organizada pelo presidente russo Vladimir Putin no Kremlin, foi convidada também a premiê ucraniana Julia Timochenko.

A União Europeia, que também envia um representante ao encontro, ameaça rever suas relações com a Rússia e com a Ucrânia, caso a cúpula fracasse. Os dois países precisam provar que têm sérias intenções de resolver o conflito, afirmam representantes da UE em Bruxelas.

Putin em Berlim

Um dos pontos-chave do conflito é o que se chama de gás técnico, ou seja, o combustível necessário para o transporte de gás natural através de uma pipeline. A proposta de Moscou é a de que um consórcio internacional de energia compre esse "gás técnico" e revenda-o posteriormente à Ucrânia. A idéia é a de que essa mediação resolva o problema entre Moscou e Kiev.

Em conversa com Putin, em Berlim, nesta sexta-feira (16/01), a chanceler federal Angela Merkel defendeu uma retomada imediata do fornecimento de gás para os países europeus via Ucrânia. No fim do encontro, Putin declarou sua disponibilidade de encontrar um solução rápida para o conflito.

Consórcio internacional: divisão de riscos

Putin und Merkel in Berlin
Putin e Merkel em BerlimFoto: AP

Putin afirmou ao lado de Merkel, durante uma entrevista coletiva para a imprensa, que empresas européias de energia teriam afirmado a disponibilidade em formar um consórcio internacional e que ele já teria negociado com vários forncecedores de energia a este respeito. A formação de tal associação de empresas européias normalizaria, no caso, o abastecimento de gás russo para a Europa.

Segundo o presidente russo, os fornecedores E.ON Ruhrgas, ENI e Gaz de France estariam dispostos a dividir os riscos do transporte do combustível pela Ucrânia. Trata-se, no caso, dos custos que envolvem o gás russo que a Ucrânia tira dos gasodutos por razões técnicas, segundo afirma o governo do país.

A idéia de Putin é a de que um consórcio, com participação de grandes grupos ocidentais, passe a comprar esse gás técnico necessário para o transporte. A Ucrânia, por sua vez, compraria o gás do consórcio.

Alemanha: interesse em gasoduto no Báltico

Segundo Merkel, é preciso encontrar com urgência uma solução para o problema. A premiê alemã pediu mais uma vez, tanto ao governo russo quanto ao ucraniano, que ponham um fim ao conflito. Merkel lembrou ainda que uma solução é também de interesse da Rússia e do conglomerado energético russo Gazprom, que poderia perder sua credibilidade caso a situação se perpetue como está.

Além disso, Merkel salientou, após o encontro com Putin, o interesse alemão pela construção de um gasoduto que passe pelo Báltico e transporte o gás da Rússia sem passar pela Ucrânia. Segundo Putin, essa pipeline, que não passaria por nenhum país de trânsito, possibilitaria um aumento da capacidade de transporte do gás. Em termos de crise, finalizou o presidente russo, há uma maior demanda do combustível.