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Mundo

Governo vai boicotar empresas corruptas

Firmas que façam doação ilegal a partidos ou paguem propina não receberão mais encomendas estatais na Alemanha. Com isso o Ministério da Economia reage a um escândalo do gênero envolvendo o SPD de Colônia.

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O SPD de Colônia passa dias de aperto por causa de escândalo

O governo da Alemanha decidiu tomar as primeiras providências em conseqüência do escândalo de doação ilegal no diretório do Partido Social Democrático (SPD), em Colônia. O presidente nacional do partido é o chanceler federal, Gerhard Schröder. O ministro da Economia, Werner Müller, anunciou a criação de um registro anticorrupção para enquadrar as empresas que paguem propinas ou façam doação ilegal a partidos políticos.

"Não somos uma república de bananas. Por isso essas firmas não devem mais receber encomenda pública", justificou o único ministro sem partido da coalizão de governo social-democrata e verde, em Berlim, nesta segunda-feira (18). Na lista de firmas condenadas a não receber encomendas estatais constam até agora somente as que não pagam os salários previstos nos acordos coletivos de trabalho.

Além da lista negra, o secretário-geral do SPD, Franz Müntefering, anunciou um agravamento da lei orgânica dos partidos para impossibilitar doações ilegais de firmas às legendas. A Alemanha ocupa o 20º lugar na lista dos países menos corruptos elaborada pela Transparência Internacional. A relação é liderada pelos países escandinavos.

Escândalo - A iniciativa do ministro da Economia é a primeira providência do governo federal depois do escândalo em Colônia. Em depoimento na semana passada, o ex-líder da bancada social-democrata Norbert Rüther confessou ter transferido ao SPD doações anônimas de 424 mil euros (US$ 372,69 mil).

Por causa do escândalo, Rüther renunciou a todos os cargos que ocupava e ao mandato parlamentar e também abandonou a política. Ele está sendo pressionado agora a revelar os nomes dos doadores anônimos, sob pena de ser preso.

Propinas - O Ministério Público está investigando se as doações ilegais estão relacionadas com o pagamento de propinas milionárias na construção de um centro de incineração de lixo em Colônia. A imprensa denunciou, no início de março, que o SPD da cidade dividiu grandes somas de doações ilegais em pequenas parcelas e distribuiu recibos entre membros do partido.

Em depoimento à Promotoria Pública nesta segunda-feira (18), outra figura-chave do escândalo, o ex-tesoureiro do SPD em Colônia Manfred Biciste admitiu ter distribuído numerosos recebidos de doações entre correligionários, sem o conhecimento deles. Nesse mesmo dia expira o ultimato da cúpula nacional do SPD para que 109 políticos do partido no Estado da Renânia do Norte-Vestfália divulguem uma declaração de honra sobre o escândalo. Os envolvidos estão ameaçados de ser cortados da lista de candidatos às eleição parlamentares e expulsos do partido.