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Mundo

Governo sírio nega ter usado armas químicas em bombardeio

Oposição afirma que 650 pessoas teriam morrido em ataque a bastiões rebeldes próximos a Damasco e que o governo utilizou gás sarin. Autoridades sírias dizem que acusação quer chamar atenção de inspetores da ONU.

O governo sírio negou, nesta quarta-feira (21/08), a acusação da oposição de que tropas do presidente Bashar al-Assad usaram gás sarin, que ataca o sistema nervoso, durante o bombardeio em uma província ocupada por rebeldes próximo a Damasco. Mais de 200 pessoas morreram, segundo as primeiras informações de ativistas e paramédicos. Mais tarde, a oposição síria divulgou, na conta oficial do microblog Twitter, que entre 635 e 650 pessoas morreram no ataque realizado com armas químicas.

A organização oposicionista Escritório de Mídia de Damasco divulgou nota dizendo que 494 pessoas morreram em várias cidades da região.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, ligado à oposição, afirmou que o bombardeio aconteceu na madrugada desta quarta. "As forças do regime intensificaram as operações militares em Ghouta ocidental e oriental, zonas da região de Damasco, causado várias dezenas de mortos e feridos", afirma a organização.

Segundo Bayan Baker, enfermeira de um hospital na região, muitas das vítimas eram mulheres e crianças. "Eles chegaram com as pupilas dilatadas, as extremidades frias e espuma na boca. Os médicos disseram que esses são sintomas típicos de intoxicação por gás sarin", diz Baker.

Syrien Rebellen berichten von Giftgasangriff im Region Ghouta

Vítimas apresentam sintomas de intoxicação por gás sarin, que ataca sistema nervoso

Reações internacionais

O governo sírio contesta as acusações e nega ter utilizado gás sarin no ataque, dizendo que as alegações têm o objetivo de atrapalhar a missão de inspetores de armas químicas das Nações Unidas que estão em Damasco para verificar as denúncias de emprego de armas químicas no conflito por ambos os lados.

A oposição pediu aos inspetores que visitem o local do último ataque. Contudo, no final de julho, o governo de Assad autorizou a visita dos representantes da ONU somente em três localidades.

O governo britânico se pronunciou dizendo que vai "mencionar diante do Conselho de Segurança da ONU" as alegações de utilização de armas químicas nos bombardeios de quarta-feira na periferia de Damasco. O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, apelou ao governo sírio "a autorizar imediatamente à equipe da ONU que investiga atualmente sobre as acusações prévias de uso de armas químicas a visitar a região do ataque." Hague disse ainda que as alegações ainda não foram confirmadas – mas que, se forem, representariam uma "escalada chocante do uso de armas químicas" na Síria.

A guerra civil na Síria começou com protestos contra o presidente Bachar al-Assad e já dura quase dois anos e meio. Segundo a ONU, mais de 100 mil pessoas foram mortas nos confrontos entre rebeldes e tropas do governo desde então. Outras centenas de milhares de sírios deixaram o país e se tornaram refugiados.

CN/rtr/dpa/afp/lusa

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