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Mundo

Governo sírio bombardeia reduto do "Estado Islâmico"

Cidade de Raqqa, no norte da Síria, é controlada pelos extremistas desde agosto. Ataques aéreos deixaram dezenas de mortos, sendo grande parte deles civis.

O governo sírio bombardeou a cidade de Raqqa, sob domínio dos extremistas do "Estado Islâmico" (EI), nesta terça-feira (25/11), deixando dezenas de mortos.

A cidade, no norte do país, tem sido alvo de ataques aéreos desde setembro, quando uma coalizão liderada pelos Estados Unidos começou a ofensiva para enfraquecer o grupo jihadista na Síria. O governo americano disse não ter ordenado ataques em Raqqa nas últimas 24 horas.

As informações sobre mortos são desencontradas. O Observatório de Direitos Humanos na Síria disse nesta quarta-feira que 95 pessoas morreram, sendo ao menos 52 delas civis. Outros ativistas estimam que haja mais de 100 vítimas fatais. Segundo relatos, os ataques atingiram um mercado e uma área industrial próxima à fronteira com o Iraque.

O "Estado Islâmico" domina a província de Raqqa, cuja cidade homônima é a capital, desde agosto, quando expulsou as últimas tropas do Exercito sírio e assumiu o controle de uma base aérea no local.

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, viajou nesta quarta-feira para Moscou para buscar apoio da Rússia para a crise que atinge o país. O governo russo é considerado um dos maiores aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad.

De acordo com as Nações Unidas, 12,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária urgente na Síria. Mais de sete milhões de sírios estão deslocados no próprio país, e pouco mais de três milhões fugiram – o que representa a maior comunidade de refugiados no mundo em decorrência de conflitos.

MMS/dpa/ap/afp

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