Governo sírio bombardeia cidade portuária, matando pelo menos 20 | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.08.2011
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Mundo

Governo sírio bombardeia cidade portuária, matando pelo menos 20

Tropas usam tanques e navios de guerra para atacar militantes contrários ao presidente Bashar al-Assad na cidade portuária de Latakia. EUA, Reino Unido e Arábia Saudita condenaram ações militares contra civis.

epa02859729 A grab made on 08 August 2011 from a handout video made available by Shaam News Network on its youtube channel, shows Syrians waving a national flag in Latakia, Syria. According to media reports, two women and two children were shot dead by security forces on 08 August as troops intensified their operations in the eastern Syrian city of Deir al-Zour for the second day. Activists also said that some 1,500 people had been arrested in the central city of Hama. EPA/SHAAM NEW NETWORK/HANDOUT BEST QUALITY AVAILABLE/EPA IS USING AN IMAGE FORM AN ALTERNATIVE SOURCE, THEREFORE EPA COULD NOT CONFIRM THE EXACT DATE AND SOURCE OF THE IMAGE. HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES +++(c) dpa - Bildfunk+++

Mais de 20 mortos durante protestos em Latakia

Militantes contrários ao governo de Bashar al-Assad afirmam que mais de 20 pessoas morreram neste domingo (14/08) durante uma ação das tropas sírias na cidade portuária de Latakia, utilizando tanques e navios de guerra. A ofensiva militar teria como objetivo reprimir protestos contra o governo.

Ativistas de direitos humanos afirmam que linhas telefônicas e conexões de internet da cidade foram cortadas, e dezenas de pessoas teriam sido levadas presas. As linhas de trem que chegam e saem de Latakia também estariam cortadas

"Navios de guerra estão atacando Latakia e é possível ouvir o barulho de explosões em vários bairros", afirmou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, ressaltando que o principal alvo é o subúrbio de Ramleh, onde se concentram os dissidentes. Segundo fontes da organização, atiradores estão escondidos nos topos de prédios e veículos blindados cercam o bairro.

Assad desafia apelos por fim imediatamento da violência

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Forças de segurança também teriam intensificado ações na periferia da capital síria, Damasco, durante esta madrugada, cortando comunicação, abrindo fogo e prendendo pessoas.

As novas mortes se somam às outras cinco registradas neste sábado também em protestos contra o regime comandado por Assad.

Líderes condenam ataques

A nova incursão das tropas sírias desafia os apelos feitos neste fim de semana pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, e pelo rei da Arábia Saudita, Abdallah, para que o regime sírio pare "imediatamente" sua brutal repressão sobre os movimentos pró-democracia.

Em conversa por telefone, Obama e Abdullah teriam compartilhado "profundas preocupações sobre o uso da força pelo governo sírio contra a população", afirmou a Casa Branca, em comunicado. "Eles concordam que a forte campanha de violência do regime sírio contra o povo precisa acabar imediatamente.

Durante encontro esta semana, representantes do Conselho de Segurança da ONU estimaram que pelo menos duas mil pessoas – entre elas, cerca de 1.700 civis – já foram mortas e outras três mil estão desaparecidas, desde os inícios dos protestos contra Assad, em março passado. Centenas de sírios já fugiram do país através da fronteira com a Turquia.

MS/dpa/rts/dapd
Revisão: Marcio Damasceno

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