Governo Netanyahu fica mais conservador | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.05.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Governo Netanyahu fica mais conservador

Entrada do ultranacionalista Avigdor Lieberman no Ministério da Defesa deixa Israel com governo mais à direita de sua história. Ex-chanceler é contra solução de dois Estados e questiona lealdade de árabes israelenses.

O ultranacionalista Avigdor Lieberman com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

O ultranacionalista Avigdor Lieberman com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se inclinou mais à direita nesta quarta-feira (25/05) com a confirmação do ultranacionalista Avigdor Lieberman, um nome abertamente contrário à formação de um Estado palestino, como novo ministro da Defesa.

A decisão é parte de um acordo entre o partido de Netanyahu, Likud, e o Yisrael Beiteinu, de Lieberman. Desde que o Likud venceu as eleições legislativas em março, o partido faz contatos com partidos nacionalistas e religiosos para compor o governo mais conservador da história de Israel.

O pacto firmado após dias de intensa negociação vai expandir a maioria parlamentar de Netanyahu de 61 para 67 assentos.

"Expandir o governo com a inclusão do partido Yisrael Beitenu na coalizão nacionalista é um passo importante e necessário para garantir a sua estabilidade", escreveu em comunicado o negociador do Likud Yariv Levin.

O acordo estabeleceu a nomeação de Lieberman para a Defesa, pasta encarregada dos territórios palestinos ocupados, e de outra nacionalista, Sofa Landver, para o Ministério de Absorção de Imigrantes de Israel.

O governo israelense também concordou em destinar 325 milhões de euros para pensões de idosos. Parte do dinheiro vai beneficiar imigrantes da ex-União Soviética, que compõem uma base de apoio a Lieberman. Ele nasceu na antiga República Socialista Soviética da Moldávia.

Virada conservadora

Em Israel, cresce o temor de que Lieberman, que vai assumir oficialmente como ministro na semana que vem, não só eleve o conservadorismo no país, mas também crie tensões entre o governo e o comando moderado das Forças de Defesa de Israel.

Lieberman já foi ministro das Relações Exteriores do país e é uma figura controversa. Ele tem questionado a lealdade de árabes israelenses ao Estado e tenta aprovar uma lei que obriga israelenses a assinar um juramento de lealdade sob pena de perderem a cidadania. O nacionalista também defende a pena de morte a condenados por terrorismo.

Para acalmar os ânimos, Netanyahu afirmou que vai observar todas as medidas tomadas pelo ministro da Defesa, sobretudo em relação ao território da Cisjordânia.

"Ultimamente, é o primeiro-ministro que direciona tudo junto com o ministro da Defesa, com o chefe da equipe, e aparentemente eu não fiz um mau trabalho durante meus primeiros anos como premiê. E é assim que será agora", afirmou à imprensa no domingo.

KG/afp/rtr

Leia mais