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Mundo

Governo interino do Egito antecipa eleições presidenciais

Decisão anunciada por Adli Mansur implica mudança no roteiro definido pelo governo militar após a queda de Morsi. Líder militar Al-Sisi deve concorrer ao cargo. Violência segue fazendo vítimas em várias regiões do país.

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General Al-Sisi (foto) é aclamado na Praça Tahrir

Num pronunciamento televisivo neste domingo (26/01), o presidente interino do Egito, Adli Mansur, informou que o país terá eleições presidenciais antes das parlamentares. O anúncio representa uma mudança de planos em relação ao road map estipulado pelas Forças Armadas, após derrubarem o então presidente Muhammad Morsi, da Irmandade Muçulmana, em julho último.

Mansur disse que pediria à comissão eleitoral para abrir as inscrições para os candidatos, como estipulado na Constituição aprovada em referendo no início deste ano. O plano original previa eleições legislativas como primeira medida, em seguida à aprovação, porém numerosos políticos argumentaram que a eleição do presidente é prioridade.

Há fortes especulações que o chefe do Exército, general Fattah Al-Sisi, concorrerá ao cargo de chefe de Estado. Embora Mansur não tenha mencionado uma data, de acordo com a nova Constituição as eleições presidenciais deveriam se realizar antes do fim de abril, e as parlamentares antes do fim de julho.

Violência nas metrópoles e no Sinai

Ägypten Adli Mansour Vereidigung

Adli Mansur assumiu presidência interina em julho de 2013

O anúncio de Mansur veio no dia seguinte ao terceiro aniversário da revolução que pôs fim a três décadas de ditadura no Egito, com a queda de Hosni Mubarak. A data foi marcada por choques violentos entre opositores do governo militar e a polícia: segundo fontes ministeriais, pelo menos 49 pessoas morreram e mais de mil foram presas no sábado. Paralelamente, dezenas de milhares aclamaram Fattah Al-Sisi na Praça Tahrir, no Cairo, local simbólico da luta contra a opressão no país.

Morsi foi o primeiro presidente eleito democraticamente na história da República Árabe do Egito. Desde sua deposição, seis meses atrás, já houve pelo menos mil vítimas em manifestações dos adeptos da Irmandade Muçulmana contra os militares, e milhares de fundamentalistas islâmicos estão detidos, inclusive seus principais líderes e o próprio ex-presidente.

Na sexta-feira, seis pessoas morreram numa série de atentados a bomba contra instalações policiais, na capital, Cairo, e outras grandes cidades. Os atos terroristas foram reivindicados por uma organização armada ligada à Al Qaeda, Ansar Beit al-Makdis, que opera a partir da Península do Sinai.

Nessa região dominada por rebeldes, um atentado matou pelo menos dois soldados e feriu 14, neste domingo, segundo o site do jornal Al Ahram. O periódico dominado pelo Estado egípcio afirma que o ataque foi contra um posto de segurança, enquanto outras fontes falam de um ônibus militar. No sábado, um helicóptero caiu no Sinai, matando os cinco membros da tripulação. Os militares investigam as causas do acidente.

AV/ap/rtr/afp/dpa

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