Governo francês quer nova lei antiterrorismo após atentados de Toulouse | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 23.03.2012
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Mundo

Governo francês quer nova lei antiterrorismo após atentados de Toulouse

Primeiro-ministro François Fillon disse que um projeto para endurecer a legislação antiterrorista será elaborado em até duas semanas e pode ser aprovado em um mês, caso haja apoio de todos os partidos.

Policemen officers stand by the Eiffel Tower, in Paris, Tuesday Sept. 18, 2010. The Eiffel Tower was evacuated after an anonymous caller phoned in a bomb threat from a telephone booth, marking the second alert at the monument in two weeks. (ddp images/AP Photo/Thibault Camus)

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Após a série de atentados cometidos por um radical islâmico, o governo da França quer aprovar rapidamente uma nova legislação de combate ao terrorismo. O primeiro-ministro francês, François Fillon, declarou nesta sexta-feira (23/03) à emissora RTL que um projeto será apresentado em até duas semanas.

Segundo ele, caso todos os partidos estejam de acordo, a lei poderá ser aprovada pelo Parlamento ainda antes da eleição presidencial, marcado para o dia 22 de abril.

O presidente Nicolas Sarkozy havia anunciado que agiria com rigor contra radicais que disseminem o ódio na Internet e seus simpatizantes. Além disso, toda pessoa que se deixe doutrinar com ideologias extremistas no exterior deverá ser punida.

Governo se defende

Após acusações de falhas na vigilância, o governo francês defendeu nesta quinta-feira a atuação das autoridades ao lidar com o acusado, cujo histórico já era conhecido pela polícia. 

A ficcha de Mohamed Merah, que foi morto na ação policial em seu apartamento, em Toulouse, incluía pelo menos 15 condenações por roubos e assaltos, alguns com uso de violência. Merah e o irmão eram conhecidos pelas autoridades como seguidores da ideologia salafista e por terem viajado para o Afeganistão e Paquistão.

De acordo com o primeiro-ministro, foi impossível para o serviço secreto antever o comportamento brutal do jovem, apesar da vigilância. "Ele foi interrogado, monitorado, ouvido. Era um homem que levava uma vida normal", disse Fillon.

Ele acrescentou que, num Estado de Direito, uma vigilância absoluta, 24 horas por dia, não é tão simples. "O fato de ele pertencer a uma organização salafista não é um delito em si. Não podemos confundir fundamentalismo religioso com terrorismo."

Em entrevista à rádio Europe 1, o especialista em questões de segurança François Heisbourg comentou que a França não sofria um ataque terrorista há 16 anos. "A nossa imunidade aos ataques não podia continuar intacta, mais cedo ou mais tarde um terrorista ia conseguir passar pela malha."

AKS/dpa/lusa/ap
Revisão: Alexandre Schossler

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