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Economia

Governo estuda ação urgente para deter desemprego

Principal medida seria restituir as contribuições sociais àqueles trabalhadores que aceitarem salários de baixa remuneração. Modelo está em experiência na Renânia-Palatinado. Inverno acelerou alta do desemprego.

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Dor de cabeça para o ministro Riester (alto), do Trabalho, e para o chanceler Schröder (direita) e seu vice, Fischer

O inverno rigoroso está provocando o aumento acelerado do desemprego na Alemanha e fez soar sinal de alarme na sede do governo social-democrata e verde, em Berlim. De acordo com o Instituto de Economia Mundial, em Kiel, o número de desempregados em janeiro deverá atingir 4,3 milhões, contra 3,7 milhões de novembro e os 3,5 milhões fixados pelo chanceler Gerhard Schröder como meta de seu governo. As próximas eleições federais acontecem em setembro.

Segundo o jornal Leipziger Volkszeitung, o governo deverá convocar com urgência uma reunião para reativar a Aliança pelo Trabalho, com sindicalistas e empresários. A última reunião estava prevista para dezembro, mas foi cancelada a pedido dos sindicatos.

Modelo de Mainz – Já o Berliner Zeitung afirma que a mais provável medida a ser proposta pelo governo será a adoção em todo o país do chamado de Modelo de Mainz. O programa foi implementado em caráter experimental no estado da Renânia-Palatinado em 1999, fruto das negociações da Aliança pelo Trabalho. No estado, o desemprego mantém-se relativamente estável. Em novembro, a cota de desempregados era de 6,7%, contra 6,6% de 12 meses antes.

O Modelo de Mainz procura estimular desempregados a aceitarem empregos de baixa remuneração através da restituição de contribuições sociais. Quem recebe a partir do salário mínimo de 325 euros até o teto de 870 euros mensais tem suas contribuições total ou parcialmente reembolsadas pelos cofres públicos. Pais e mães recebem adicionais extras ao Kindergeld (espécie de salário-família, pago por cada filho). Atualmente, os subsídios do Modelo de Mainz só valem para novas contratações.

Outras opções em estudo – No momento, tudo que se refere ao chamado "salário combinado" ainda está em fase de verificação, informou o Ministério do Trabalho. Há ainda outro programa experimental, o Modelo de Saarbrücken, que subsidia os patrões. O secretário-geral do Partido Social-Democrático (SPD), Franz Müntefering, afirmou ao Berliner Morgenpost que o governo está avaliando "se os atuais modelos para o setor de baixos salários servem para todo o país". O social-democrata acrescentou que o governo tomará uma decisão a respeito ainda este ano.

O principal impasse para tirar as pessoas do desemprego é que, com as altas contribuições sociais, aceitar uma oferta de emprego de salário baixo poucas vantagens financeiras traz para o trabalhador.

Müntefering disse ainda que o governo pretende aperfeiçoar o serviço de intermediação de emprego das delegacias do trabalho antes das eleições de setembro. O social-democrata responsabilizou a conjuntura econômica mundial pela dificuldade de o governo atingir sua meta de redução do desemprego.

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