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Mundo

Governo e rebeldes trocam prisioneiros no leste da Ucrânia

Separatistas e governo em Kiev cumprem um dos pontos centrais do acordo de Minsk. Um ano depois da saída do ex-presidente Yanukovytch, milhares de pessoas se reúnem em Moscou no movimento Anti-Maidan.

No leste da Ucrânia, as Forças Armadas fiéis a Kiev e os separatistas pró-russos trocaram prisioneiros, como foi acordado no tratado de paz de Minsk. Eles foram entregues na noite deste sábado (21/02) nos arredores de Lugansk. Anteriormente, listas com os nomes dos soldados haviam sido trocadas em Kiev.

Os rebeldes informaram que libertaram 139 soldados do governo em troca de 52 combatentes pró-russos. Esse número foi confirmado pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko.

Há cerca de uma semana, o governo ucraniano e os rebeldes assinaram um plano de paz na capital bielorrussa, Minsk, após longas negociações. Entre os pontos acordados, estavam um cessar-fogo, a retirada de artilharia pesada, o estabelecimento de uma zona tampão, como também a troca de prisioneiros.

A troca acontece no aniversário de um ano da queda do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovytch. Um motivo para que 40 mil russos se reunissem em Moscou, neste sábado, na esteira do movimento de protesto Anti-Maidan.

Russland Anti-Maidan Proteste in Moskau

Dezenas de milhares de russos se reuníram em Moscou para protestar contra política de Kiev

Um ano de Maidan

O nome alude aos protestos em massa pró-ocidentais na Maidan (Praça da Independência), em Kiev. Ali, há exatamente um ano, em 21 de fevereiro de 2014, chegou ao ápice o movimento que provocou a queda do então presidente Yanukovytch.

Segurando cartazes, muitos manifestantes expressaram em Moscou o seu apoio aos rebeldes no leste da Ucrânia.

Em entrevista à TV Rússia-1, o ex-presidente Yanukovytch instou o governo em Kiev a negociar diretamente com os separatistas. Segundo o ex-chefe de Estado, o governo deveria assegurar aos rebeldes uma autonomia abrangente. Indiretamente, Yanukovytch acusou o atual presidente ucraniano, Petro Poroshenko, de propagar "ilegalidade e injustiça".

"O Ocidente quis esta mudança, agora ele tem também de arcar com as consequências", afirmou Yanukovytch.

CA/ap/dpa/afp

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