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Mundo

Governo e oposição longe de acordo sobre imigração

Primeiro debate parlamentar sobre proposta oficial de lei de imigração é marcado por troca de acusações entre governo e oposição em Berlim.

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Ministro do Interior, Otto Schily, acusa conservadores de atiçar o medo dos estrangeiros

Depois de dois anos de discussão nacional sobre uma lei de imigração para atender as necessidades do mercado de trabalho na Alemanha, o Parlamento em Berlim debateu a proposta oficial, pela primeira vez, nesta quinta-feira. No debate acalorado, com troca de acusações entre as bancadas governista e de oposição, ficou evidente a falta de um consenso. Além de suprir as necessidades de mão-de-obra especializada, sobretudo nas áreas de informática e de engenharia, a meta do governo do chanceler federal, Gerhard Schröder, é melhorar o direito de permanência de estrangeiros no país e acelerar os processos de concessão de asilo político.

O autor da iniciativa do projeto de lei, ministro do Interior, Otto Schily, acusou a oposição conservadora de querer usar os estrangeiros na campanha para a eleição de um novo Parlamento e do governo, em 2002. Os partidos democrata-cristão (CDU) e social-cristão (CSU), por sua vez, exigiram 79 mudanças na proposta oficial e acusou o governo de planejar uma imigração maior em vez de limitar a entrada de estrangeiros no país. Por outro lado, o Partido Liberal e o neocomunista PDS, também de oposição, prometeram aprovar a iniciativa do gabinete social-democrata (SPD) e Verde.

O ministro social-democrata destacou, no debate, os efeitos positivos da imigração no mercado de trabalho. Com a criação do Green-Card, vieram para a Alemanha 10.000 estrangeiros especialistas em computação e criaram 25.000 postos de trabalho, segundo Schily. Ao contrário das alegações da oposição conservadora, essa mão-de-obra importada aliviou o mercado de trabalho, disse ele.

A encarregada do governo para a questão dos estrangeiros, Marieluise Beck, cobrou um consenso suprapartidário e advertiu os conservadores a não alimentarem o medo dos estrangeiros. Ela tentou, com números, provar que a Alemanha é um país de imigração, o que os democrata-cristãos e social-cristãos continuam negando. Apesar das restrições legais vigentes, só no ano passado, 648.000 estrangeiros vieram para a Alemanha e 562.000 deixaram o país. Significa que 86.000 ficaram.

A Federação das Câmaras de Indústria e Comércio da Alemanha aproveitou o debate para renovar sua exigência de novas regras para a imigração. O presidente da organização de cúpula, Ludwig Georg Braun, divulgou uma nota à imprensa dizendo que "o empresariado precisa de uma lei moderna de imigração antes da eleição de 2002. Por isso, o governo e a oposição têm de assumir suas responsabilidades nas próximas semanas".