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Mundo

Governo e oposição alemães solidários com Israel

O governo e a oposição da Alemanha destacaram a sua solidariedade com Israel, no primeiro duelo entre o chanceler federal, Gerhard Schröder, e o seu rival na disputa pela reeleição, Edmund Stoiber.

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Edmund Stoiber: "Do ponto de vista histórico seria um erro enviar soldados alemães a Israel"

No debate no Parlamento, aguardado com grande expectativa, os dois confirmaram o direito ilimitado de existência do Estado criado em conseqüência do Holocausto, mas também defenderam a criação de um Estado palestino independente. Ao contrário de Schröder, Stoiber rejeitou, de forma categórica, uma participação de soldados alemães numa possível tropa de paz da ONU para o Oriente Médio.

"Do ponto de vista histórico, uma participação militar da Alemanha seria o caminho errado", advertiu o candidato dos partidos democrata-cristão (CDU) e social-cristão (CSU) à chefia do governo, nas eleições de 22 de setembro. Stoiber se referiu com isso ao extermínio de seis milhões de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial (Holocausto). Schröder havia dito antes que não está na ordem do dia uma presença alemã na tropa exigida pela ONU para garantir a paz entre israelenses e palestinos.

O chefe de governo acentuou que não só o Holocausto liga Alemanha e Israel, mas também uma democracia funcional e um consenso sobre os valores democráticos. Em nome das relações políticas indissolúveis entre os dois Estados, ele advertiu que não há solução militar para o conflito com os palestinos e exigiu que o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon coopere com uma solução política abrangente, que inclua a criação de um Estado palestino. Schröder pediu o fim do isolamento do presidente palestino, Yassir Arafat , e o cumprimento das resoluções da ONU.

O motivo do debate entre Schröder e Stoiber foi a declaração de governo sobre o conflito no Oriente Médio, que o primeiro apresentou ao Parlamento. Schröder destacou no documento que, por causa de sua responsabilidade histórica, a Alemanha não apóia um boicote contra Israel. Mas confirmou, de forma indireta, o retardamento proposital nos fornecimentos alemães de material bélico. "Israel recebe o que precisa para a sua segurança", disse ele.

O seu concorrente Stoiber exigiu do governo uma decisão clara sobre fornecimentos de armas para Israel. A imprensa alemã divulgou há dias que o Conselho de Segurança Nacional decidiu paralisar de fato seus fornecimentos para o Estado judeu, por causa do conflito com os palestinos.